Objetivamente, a conjuntura brasileira oferece uma realidade a registrar enfrentamentos ideológicos localizados no processo eleitoral em curso, até atraindo (im)posturas políticas na vã tentativa de “entrega do País”, mas o fato é que as circunstâncias têm favorecido à performance do presidente Lula.
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O fato concreto a registrar a atratividade proativa, pode ser mensurado com a descoberta pela Petrobras de petróleo e gás no Amapá, cuja realidade permite ao Brasil conviver com novo boom econômico mudando fortemente o futuro do Norte e do Nordeste brasileiro com a exploração da Margem Equatorial.
Além de aposta
A rigor, a Margem Equatorial não é uma aposta. É a extensão geológica natural do maior boom petrolífero do Atlântico. Deixamos de ser uma fronteira para ser o centro.
Por exemplo: enquanto Guiana e Suriname já descobriram reservas gigantes na mesma bacia, o Brasil tem 2.200 km de litoral entre o Amapá e o Rio Grande do Norte ainda intocado.
Os números são de um novo pré-Sal.
Reserva estratégica
Na prática, estimada em até 16 bilhões de barris com capacidade de 1,1 milhão de barris por dia, com projeções do MME e ANP citadas pela Petrobras de pelo menos 30 bilhões de barris.
Só a Bacia da Foz do Amazonas tem cerca de 10 bilhões de barris recuperáveis, com valor bruto estimado de R$ 3,8 trilhões.
Impacto na Petrobras: a EPE estima 5,7 bilhões de barris recuperáveis, o suficiente para elevar em até 58% as reservas provadas da empresa.
Não explorar é entregar esse mercado para os vizinhos.
Dimensão maior
Se faz importante inserir no contexto que a Margem Equatorial abriga extensão a partir da Bacia Potiguar até o Amapá gerando impactante acervo energético a exigir, como tem acontecido, inúmeras cautelas e ações preventivas ao universo ambiental visando a exploração futura de petróleo e gás oferecendo ao Brasil a oportunidade de melhor conduzir a transição energética.
Por esses e muitos fatores, a hora do Brasil é de se preparar para a nova fase de desenvolvimento extraordinário com a descoberta em curso.
Eis novo reforço singular na fase política do presidente Lula que, justiça seja feita, há três mandatos conduz com a Petrobras esse estágio de descoberta.
Última
“O olho que existe / é o que vê”