Paraíba lidera produção nacional de mangaba e vê extração de umbu disparar, indica IBGE

Paraíba lidera a produção nacional de mangaba e registra salto na extração de umbu. Veja dados do IBGE no WSCOM
(Foto: Reprodução)

A Paraíba consolidou sua liderança nacional na extração de mangaba ao alcançar 907 toneladas produzidas em 2025, segundo a Pesquisa da Produção da Extração Vegetal (PEVS) divulgada nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de uma leve queda de 0,8% frente ao ano anterior, o estado acumula um salto expressivo de 268,7% na colheita do fruto na última década.

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O estado lidera a produção nacional do fruto, à frente do Rio Grande do Norte (605 toneladas), Minas Gerais (387 toneladas) e Sergipe (301 toneladas). Em nível municipal, os maiores produtores foram Rio Tinto, com 300 toneladas, Baía da Traição, com 283 toneladas, e Marcação, com 178 toneladas, todos localizados no litoral norte paraibano. A extração vegetal refere-se à coleta de produtos da natureza, como frutos, madeira, fibras e sementes, sem a realização de plantio ou cultivo.

Já a produção de umbu apresentou o crescimento mais expressivo entre os produtos alimentícios da extração vegetal no período de dez anos. A quantidade produzida passou de 80 toneladas, em 2016, para 2.343 toneladas, em 2025, um avanço de 2.828,8%. O crescimento mais intenso ocorreu a partir de 2022, quando a produção superou a marca de 1,8 mil toneladas. Em comparação com 2024, o aumento foi de 1,8%.

A Paraíba ocupa a terceira posição entre os maiores produtores de umbu do país, atrás apenas de Minas Gerais (6.351 toneladas) e Bahia (5.716 toneladas). Os municípios paraibanos com maior produção extrativa do fruto foram Olivedos, com 483 toneladas, Juazeirinho, com 470 toneladas, e São Vicente do Seridó, com 420 toneladas.

Em 2025, a pesquisa registrou pela primeira vez produção de cajá na série histórica da Paraíba, totalizando 514 toneladas. Com esse volume, o estado aparece como o terceiro maior produtor nacional do fruto, atrás do Ceará (774 toneladas) e do Tocantins (583 toneladas). Os principais municípios produtores foram Riachão do Bacamarte, com 210 toneladas, Serra Redonda, com 50 toneladas, e Bananeiras, com 43 toneladas.

Em relação à castanha-de-caju, a produção extrativa estadual apresentou comportamento mais instável ao longo da série histórica. Após atingir o pico de 520 toneladas em 2020, o volume recuou gradualmente até alcançar 268 toneladas em 2025. A Paraíba ficou na terceira colocação nacional, atrás da Bahia (608 toneladas) e de Pernambuco (520 toneladas). Na comparação com 2024, a produção caiu 13,5%, mas ainda acumula crescimento de 23,5% em relação a 2016. Os municípios paraibanos com maior produção de castanha-de-caju em 2025 foram Jacaraú, com 50 toneladas, Rio Tinto, com 15 toneladas, e Baía da Traição, com 14 toneladas.

Ao analisar os grandes grupos de produtos, a produção extrativa vegetal de alimentos na Paraíba alcançou 4.054 toneladas em 2025, crescimento de 1,0% em relação ao ano anterior. Em dez anos, o aumento foi de 646,6%, passando de 543 toneladas, em 2016, para o volume atual.

A produção de cera de carnaúba apresentou retração de 6,7% em comparação com 2024. No segmento energético, tanto o carvão vegetal quanto a lenha registraram quedas de 5,5% e 4,1%, respectivamente, no último ano. Ainda assim, acumulam crescimentos de 16,4% e 41,0% ao longo dos últimos dez anos. Já a produção de madeira em tora atingiu seu maior nível da série histórica em 2025, com 5.800 metros cúbicos, resultado 57,6% superior ao registrado em 2024.

Apesar do avanço observado em diversos produtos extrativos, a Paraíba registrou valor de produção de R$ 30,8 milhões em 2025, ocupando a 19ª posição no ranking nacional da extração vegetal. Entre os estados do Nordeste, ficou à frente apenas de Alagoas, com R$ 8,4 milhões, e Sergipe, com R$ 3,0 milhões. No cenário nacional, o Pará liderou com valor de produção de R$ 2,86 bilhões, seguido por Mato Grosso (R$ 705,3 milhões) e Paraná (R$ 639,4 milhões).

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