Léo Bezerra confirma conversas com João Azevêdo, adia 2º nome ao Senado e critica PSB: “Meu partido é oposição a mim”

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O prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra (PSB), confirmou que manteve conversas com o ex-governador João Azevêdo (PSB) sobre o apoio para a disputa ao Senado nas eleições de 2026, mas afirmou que ainda não houve um entendimento. Em entrevista nesta segunda-feira (3), ele também criticou o próprio partido, dizendo que o PSB faz oposição à sua gestão na Câmara Municipal.

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Léo revelou à Correio 98 fm que preferiu não tornar públicas as conversas porque tratavam de uma discussão interna e negou ter mentido ao afirmar anteriormente que o assunto ainda não estava definido.

“Eu tive algumas conversas com o governador João Azevêdo. Não menti. Apenas não queria publicizar o que era interno nosso. Nós tivemos algumas conversas e não chegamos a um denominador comum”, afirmou.

Segundo o prefeito, o diálogo terminou com compromissos que deveriam ser cumpridos por ambas as partes, mas, até agora, não houve desfecho.

“Eu sempre tive disposição de votar nele, mas hoje entendo que ele tem um agrupamento político que não acha interessante que eu vote nele”, declarou.

Críticas ao PSB

Durante a entrevista, Léo direcionou críticas ao próprio partido e disse que o PSB se tornou um obstáculo nas negociações. Segundo ele, vereadores da legenda atuam como oposição à Prefeitura de João Pessoa, apesar de ele ser filiado à sigla.

“O meu partido é oposição a mim”, afirmou.

O prefeito disse que questionou João Azevêdo sobre a situação do PSB em João Pessoa e recebeu a garantia de que a legenda não seria um problema.

“Eu perguntei como ele ia ficar com o partido. Ele disse que o partido não era problema comigo, quando, na verdade, o partido virou o problema”, declarou.

Léo também afirmou que integrantes da direção estadual da legenda passaram a criticá-lo sem diálogo prévio: “Até o presidente do partido estava falando mal de mim. Nem conversa para saber o que estava acontecendo houve.”

Gratidão e lealdade

Apesar da divergência, o prefeito ressaltou que mantém reconhecimento pela parceria política construída com João Azevêdo e lembrou que abriu mão de disputar uma vaga na Câmara Municipal para integrar o projeto político liderado pelo então governador.

“Eu sempre falei da minha lealdade ao governador João Azevêdo e a Cícero Lucena. Falei porque estava no meu coração. Gratidão não se confunde com troca. Eu nunca fiz barganha política.”

Decisão será coletiva

Léo afirmou que ainda não definiu em quem votará para o Senado e disse que a decisão será tomada em conjunto com seu grupo político. Segundo ele, já reuniu vereadores e suplentes aliados para discutir o assunto.

“A minha base me pede um posicionamento. Eu disse que nós vamos tomar essa decisão juntos”, definiu.

O prefeito também afirmou que pretende conversar com todos os pré-candidatos antes de anunciar sua posição, citando João Azevêdo, André Gadelha e Nabor Wanderley.

“Eu posso votar em André,  Nabor, posso votar em João ou até não votar em nenhum dos três. Eu ainda tenho tempo para decidir”, declarou.

Léo ressaltou que a definição não será baseada em troca de apoios ou compromissos políticos, mas em convicção pessoal e na avaliação de seu grupo.

“Não é por recurso, não é por troca de voto. O voto é sentimento, é vontade, é desejo. Eu preciso olhar nos olhos das pessoas.”

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