O deputado estadual Eduardo Carneiro (PP) voltou a cobrar, nesta quinta-feira (9), o pagamento de uma aposta feita com o também deputado estadual Felipe Leitão (MDB) sobre a disputa pelo Governo da Paraíba.
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Em entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da FM 100.5, Eduardo disse que o acordo foi firmado “no fio do bigode” e afirmou que Felipe perdeu, mas ainda não cumpriu o combinado.
“Você me conhece há muito tempo e sabe que, quando eu faço qualquer compromisso ou dou minha palavra, para mim no fio do bigode está resolvido. Felipe nos chamou para fazer uma aposta, eu aceitei e pronto. Foi tudo na palavra”, afirmou.
A aposta surgiu em meio à disputa entre aliados do governador Lucas Ribeiro (PP) e do ex-prefeito de João Pessoa Cícero Lucena (MDB). Felipe defendia que Cícero seguiria à frente nas pesquisas até o período junino. Eduardo apostava que Lucas ultrapassaria o adversário.
Eduardo diz que aceitou desafio em Portugal
Eduardo lembrou que estava em Lisboa, acompanhando a comitiva do governador Lucas Ribeiro em um evento internacional de turismo, quando foi informado sobre a provocação de Felipe.
“Eu estava em Lisboa, acompanhando o governador, quando meu telefone não parava de tocar. Quando atendi, era exatamente por causa dessa aposta. Eu disse: ‘Eu topo’. Foi uma brincadeira entre amigos, mas aposta é aposta”, declarou.
O deputado afirmou que os levantamentos mais recentes confirmam sua avaliação sobre o crescimento de Lucas Ribeiro.
“A realidade é que a aposta foi feita. Felipe perdeu a aposta e não quer pagar. Os últimos levantamentos mostram isso. Eu gosto muito dele, fomos vereadores e hoje somos deputados juntos, mas quem perde aposta tem que cumprir”, concluiu.
Qual era a aposta
A provocação começou quando Felipe contestou a previsão de Eduardo de que Lucas Ribeiro passaria Cícero Lucena nas pesquisas até o São João.
Inicialmente, o desafio envolveu a possibilidade de renúncia à pré-candidatura. Depois, Eduardo recusou colocar o mandato em jogo e aceitou apostar o salário, com a proposta de destinar o valor a instituições beneficentes.
Na nova cobrança, Eduardo também desafiou Felipe a contratar um instituto nacional para medir o cenário eleitoral e encerrar a divergência sobre os números.

