Nos bastidores, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passaram a defender que o senador Jaques Wagner deixe temporariamente a liderança do governo na Casa para concentrar esforços na sua defesa e na apresentação de esclarecimentos sobre as suspeitas apuradas pela Polícia Federal.
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A discussão ganhou força após a realização da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (18). As investigações apontam que Wagner teria atuado para beneficiar o Banco Master em troca de vantagens indevidas. O parlamentar foi alcançado por medidas relacionadas à operação, aumentando o desconforto entre integrantes do Palácio do Planalto e da base governista.
Segundo informações divulgadas pelo G1, interlocutores do governo avaliam que a permanência do senador na liderança pode ampliar o desgaste político da administração federal. Entre auxiliares do Executivo, há quem considere que um afastamento já deveria ter ocorrido anteriormente, evitando que os desdobramentos da investigação atingissem diretamente o governo.
A avaliação interna é de que a prioridade, neste momento, deveria ser a prestação de esclarecimentos sobre os fatos investigados, especialmente em relação aos recursos encontrados em um endereço ligado ao senador, tema que passou a dominar as conversas nos bastidores de Brasília.
Apesar das pressões, a definição sobre uma eventual saída da liderança continua dependendo de uma decisão conjunta entre Jaques Wagner e o presidente Lula.
Bancada do PT sai em defesa de Wagner
Em reação ao avanço das investigações, a bancada petista no Senado divulgou uma nota pública reafirmando confiança no senador baiano e defendendo a continuidade das apurações dentro das garantias previstas pelo Estado Democrático de Direito.
No texto, os parlamentares afirmam que a sociedade tem o direito de conhecer a verdade sobre os fatos e que qualquer irregularidade deve ser investigada com rigor, desde que sejam respeitados o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal.
A manifestação também destaca a trajetória política de Jaques Wagner e sustenta que ele apresentará todos os esclarecimentos necessários ao longo das investigações. A nota foi interpretada como um gesto de respaldo da bancada petista ao líder do governo em meio ao aumento da pressão política provocada pelo caso Banco Master.
