João Gonçalves defende intervenção em Cabedelo após operação policial e afastamento de prefeito

“Cabedelo não merece isso. Assume eleição, afasta. Assume eleição, afasta. Então, no meu ponto de vista, seria uma intervenção”, sugeriu o deputado estadual João Gonçalves (PSB), durante fala na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), nesta terça-feira (14). O parlamentar manifestou profunda preocupação com os recentes desdobramentos políticos e judiciais no município de Cabedelo e sugeriu que seja realizada uma intervenção.

O deputado acompanhou de perto o processo eleitoral de Cabedelo no último domingo, que elegeu Edvaldo Neto (Avante) como prefeito. Na ALPB, João Gonçalves iniciou seu discurso destacando o baixo engajamento popular no pleito.

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“Queria aqui estar hoje parabenizando a eleição de Cabedelo. Eu estive lá domingo, visitei e mandei nas minhas mídias sociais dizendo que devia ser a maior abstenção da história de Cabedelo. 13h da tarde não tinha 30% de pessoas votando”, observou o parlamentar.

João Gonçalves citou a Operação Cítrico da Polícia Federal, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e da Controladoria-Geral da União (CGU), que mira um suposto esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento de organização criminosa na Prefeitura de Cabedelo.

“Hoje estou surpreendido com a operação da Polícia Federal investigando, a Justiça afastando o prefeito que estava no exercício e eleito. Afastando o movimento de facções, isso é o que estão dizendo. Eu não estou condenando, eu não estou acusando. Eu estou repassando o que a Polícia Federal, Ministério Público e Justiça falaram”, ressaltou o deputado.

Ao traçar um histórico das gestões passadas, o deputado lembrou que a instabilidade em Cabedelo é um problema marcado por sucessivos afastamentos e condenações.

“O prefeito que estava antes desse foi afastado, condenado por 8 anos, sem poder ser candidato a nada. Afastado, cassado. O anterior foi cassado, afastado pelos mesmos envolvimentos, a vice, do mesmo jeito. E agora vai assumir o presidente da Câmara?”, indagou João Gonçalves.

Para o deputado, a sucessão de episódios de corrupção e interferência externa exige uma intervenção. “Ministério Público, Tribunal de Justiça, pedir ao governador para fazer uma intervenção. Ser colocado um interventor sem ligação com nenhum daqueles de Cabedelo”, sugeriu o parlamentar.

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