[AO VIVO] Lula se reúne com governadores um dia após atos terroristas

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou nesta segunda-feira (9) uma reunião com governadores de estados. O encontro ocorre no Palácio do Planalto, que foi alvo de depredação por bolsonaristas radicais no domingo (8).

Acompanhe ao vivo:

Além dos governadores, também participam:

  • o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin
  • a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber
  • o presidente do Senado em exercício, Veneziano Vital do Rêgo
  • o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira
  • e os ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Luís Roberto Barroso

 

Até as 18h50, os governadores de 19 estados já tinham chegado para a reunião:

  1. São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)
  2. Minas Gerais, Romeu Zema (Novo)
  3. Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL)
  4. Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB)
  5. Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB)
  6. Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil)
  7. Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil)
  8. Pará, Helder Barbalho (MDB)
  9. Roraima, Antonio Denarium (PP)
  10. Acre, Gladson Cameli (PP)
  11. Amapá, Clécio Luís (Solidariedade)
  12. Tocantins, Wanderlei Barbosa (Repúblicanos)
  13. Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT)
  14. Ceará, Elmano de Freitas (PT)
  15. Sergipe, Fábio Cruz Mitidieri (PSD)
  16. Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB)
  17. Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT)
  18. Maranhão, Carlos Brandão (PSB)
  19. Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB)

 

O encontro foi acertado durante reunião do Fórum de Governadores, na noite do domingo.

“O Fórum dos Governadores se reuniu agora à noite e reafirma indignação e repúdio veementes diante dos atos golpistas, terroristas ocorridos em Brasília que afrontam a nossa Constituição” disse a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), pelo Twitter.

  • Objetivo da reunião: segundo Fátima Bezerra, os governadores decidiram convocar o encontro para juntar esforços ao lado dos ministérios para manter a capital federal em segurança, punir os envolvidos e recuperar os prédios depredados.

 

Na publicação, ela ainda informou que colocou “à disposição as forças de segurança nos estados para somar no restabelecimento da ordem e da paz”.

Agentes de alguns estados já foram enviados para Brasília. De acordo com o ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB), 500 policiais de outras unidades federativas vão ajudar nos trabalhos.

Envio de policiais

 

Ainda na reunião de emergência do domingo, os governadores decidiram oferecer o envio de forças policiais para ajudar na segurança da área central de Brasília.

No encontro, secretários de segurança pública dos estados avaliaram que é preciso proteger a capital federal e a democracia.

Reunião com chefes dos poderes da República

 

Pela manhã, Lula também se reuniu com os mesmos chefes dos poderes que estavam no encontro com os governadores.

Depois da reunião, eles divulgaram uma nota conjunta em que dizem “rejeitar” os atos terroristas de bolsonaristas radicais em Brasília e pedem à população a “defesa da paz e da democracia”.

A nota é assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva; pelo presidente do Senado em exercício, Veneziano Vital do Rêgo; pelo presidente da Câmara, Arthur Lira; e pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber.

Ataques terroristas

 

Bolsonaristas radicais, golpistas e criminosos invadiram e depredaram neste domingo (8) o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, sede da Presidência da República, em Brasília.

O ataque às sedes dos três poderes e à democracia é sem precedentes na história do Brasil. Os terroristas quebraram vidraças e móveis, vandalizaram obras de arte e objetos históricos, invadiram gabinetes de autoridades, rasgaram documentos e roubaram armas.

O prejuízo ao patrimônio público, de todos os brasileiros, ainda não foi calculado. Até o fim da noite deste domingo, pelo menos 300 pessoas tinham sido presas.

O presidente Lula, que estava em SP no momento dos atentados, voltou a Brasília à noite e decretou intervenção federal para assumir a segurança pública do Distrito Federal, onde está Brasília.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, afastou do cargo por 90 dias o governador do DF, Ibaneis Rocha.

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