O multimídia Walter Santos resgata em seu blog, neste domingo (4), fase recente da política brasileira na qual os governos dos ex-presidentes Lula e Dilma (PT) trataram a Paraíba, como todos os demais estados da federação, de forma republicana. Segundo WS, as gestões de Cássio Cunha Lima, no Estado e Romero Rodrigues, em Campina Grande, por exemplo, foram beneficiados com recursos federais, mesmo sendo de partidos de oposição ao governo federal.
Walter Santos ainda faz um comparativo com a atual fase de perseguição do presidente Jair Bolsonaro (PSL) à Paraíba e ao Nordeste.
Confira abaixo a análise:
Lula/Dilma sempre souberam ser republicanos: Cássio é testemunha e foi beneficiado
A onda de agressões manifestadas pelo presidente Bolsonaro contra diversos estados do Nordeste, a começar pela Paraíba, Maranhão e Bahia consolida uma fase de retrocesso institucional a exigir que avaliemos como era republicano o tempo de Lula e Dilma Rousseff no trato de governos liderados por adversários partidários.
Para não teorizar à distância, lembremos do governo Cássio Cunha Lima, em 2003, na condição de líder do partido que fez coro em oposição ao PT já ali, mas que mereceu tratamento top por parte de Lula.
ANTES DO MENSALÃO
Na verdade, antes de estourar o ‘Mensalão’, hoje se sabe visando impedir a candidatura do então ministro José Dirceu (PT) à Presidência da República, Cássio Cunha Lima era tratado por Lula como “Cassinho”, chegando a ser cogitado seu ingresso no PT, depois PTB, mas acabou ficando no PSDB mesmo.
Nessa época, a figura de Júlio Rafael, ex-vereador da Capital e figura de muito prestígio junto a Lula e Dirceu, construiu com o PT paraibano movimento de composição com Cássio indicando Cozete Barbosa como sua vice na fase anterior da Prefeitura Municipal de Campina Grande, participando ativamente do Governo.
COM DILMA, O CONJUNTO ALOYSIO CAMPOS
O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, está anunciando a vinda de Bolsonaro para inaugurar o condomínio populacional Aloysio Campos, mas justiça seja feita porque a fase decisiva foi construída no governo de Dilma Rousseff, com apoio do deputado federal Rômulo Gouveia (falecido) e do então ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro.
Tempos depois, ambos votaram pelo impeachment da presidente, hoje desvendado toda a trama do golpe.
CONCLUSÃO
A fase recente de Cássio e Romero todos sabem e haverá de merecer nova abordagem na sequência.
O fato é que Lula e Dilma deram a adversários conhecidos tratamento republicano com muitos investimentos, processo esse desfeito na atual fase de perseguição de Bolsonaro à Paraíba e ao Nordeste de forma inaceitável.
Eis o resumo da Ópera.
