O engenheiro e economista Gustavo Henrique Moreira Montezano, atual secretário especial adjunto de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia, foi escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, para ser o novo presidente do BNDES. Ele substituirá o economista Joaquim Levy, que se demitiu do cargo neste domingo (16), após ser criticado publicamente por Bolsonaro.
Segundo a pasta comandada por Guedes, o nome de Montezano será encaminhado para deliberação do Conselho de Administração do BNDES.
Depois da confirmação da informação pela pasta da Economia e o Palácio do Planalto, o presidente divulgou a indicação em sua conta no Twitter, canal onde costuma informar sobre mudanças no governo:
Quem é Gustavo Montezano?
É formado em engenharia pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) e mestre em Finanças pelo Ibmec. Conforme o Ministério da Economia, ele tem 17 anos de carreira no mercado financeiro, trajetória iniciada como analista de ativos privados do banco Opportunity, no Rio de Janeiro.
Montezano foi sócio-diretor do banco BTG Pactual, em São Paulo, onde era responsável pela divisão de crédito corporativo, e atuou ainda como diretor de operações na ECTP, mais conhecida como BTG Commodities, em Londres.
Ao assumir o comando do banco de fomento, Gustavo Montezano terá demandas conhecidas de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes a atender. O presidente pressiona o banco pela “abertura da caixa-preta” dos empréstimos a países como Venezuela, Cuba e Angola nos governos do PT, promessa de campanha de Bolsonaro; e a devolução de recursos ao Tesouro, como quer o ministro.
Saída de Levy
Joaquim Levy, antecessor de Montezano, pediu demissão neste domingo, um dia após Jair Bolsonaro dizer que estava “por aqui” com o presidente do BNDES e que ele estava “com a cabeça a prêmio já tem algum tempo”. Bolsonaro ficou contrariado com a indicação do advogado Marcos Barbosa Pinto à diretoria de Mercado de Capitais do banco. Barbosa ocupou cargos no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assim como o próprio Levy, que foi secretário do Tesouro entre 2003 e 2006. O ex-presidente do BNDES ainda foi ministro da Fazenda de janeiro a dezembro de 2015, no governo Dilma Rousseff.
—
Por Veja


