Ex-prefeito nega adulteração de contracheques da operação Matone

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De acordo com notícia publicada no Portal Cariri de Cá, em uma entrevista realizada pelo ex-prefeito de Ouro Velho, Inácio Júnior, no último sábado (15) no programa Cariri em Ação na Radio Ouro Velho FM, conforme mostra gravações, ele nega ter adulterado os contracheques denunciados na operação Matone, que investiga um suposto esquema de empréstimos para servidores públicos em 19 prefeituras e três Câmaras municipais na Paraíba.

Inácio Júnior também nega a criação de novos contracheques, relatando que contracheque se fazia em qualquer esquina ou em qualquer papelaria ou o próprio funcionário do Banco Matone pode ter falsificado, como também fez algumas criticas na pessoa do médico Dr. Júnior, diante disso o médico desmente o ex-prefeito e consegue provas concretas que os contracheques foram criadas por ele, conforme mostra a assinatura do ex-prefeito abaixo no contracheque.

De acordo com informações colhidas, o médico Dr. Júnior vai encaminhar para a promotoria esta semana, além dos contracheques outras provas categoricamente contundentes que irá complicar ainda mais a situação do ex-prefeito de Ouro Velho. Dr. Júnior ainda informa que no próxima sábado (22) irá participar do programa Cariri em Ação com novas revelações e para rebater as criticas feitas pelo ex-prefeito a pessoa do médico.

Durante a entrevista quando foi perguntado pelo jornalista Marivaldo Alcântara sobre a devolução de dinheiro por contas rejeitadas o mesmo respondeu que era normal, dizendo que outros prefeitos já tinham devolvido dinheiro público como Dr. Jucan(ex-prefeito de Ouro Velho), Chaguinha (ex-prefeito de Ouro Velho), Expedito (ex-prefeito de Ouro Velho), Dr. Neto de Sumé (atual prefeito) e Marcel Nunes(ex-prefeito de Prata) por irregularidades.

CASO MATONE 

Segundo as investigações feitas em conjunto pelas promotorias de Justiça, ex-prefeitos lideravam um grupo que obtinha empréstimos pessoais para servidores públicos municipais junto ao banco Matone (SP), por meio de convênios celebrados em que as prefeituras figuravam como avalista das operações.

O financiamento dos empréstimos previa parcelas muito superiores à capacidade de pagamento dos envolvidos e que, por isso, as prefeituras prestavam declarações falsas em relação aos cargos ocupados pelos integrantes do esquema. Servidores que ganhavam um salário mínimo se comprometiam a pagar prestações cinco vezes maiores que seus vencimentos.

Além de servidores do quadro das prefeituras, o esquema envolvia pessoas sem vínculo direto com as administrações municipais, mas que mantinham relações pessoais com os prefeitos. De acordo com as investigações, o gestor convencia as pessoas para contrair empréstimos consignados junto aos bancos.

As pessoas emprestavam seus nomes, recebiam os valores acertados e ficavam com uma porcentagem que variava de 10% a 20%. O restante do dinheiro era repassado ao prefeito. Eram então emitidos boletos bancários em nome das prefeituras nos valores correspondentes ao total dos empréstimos.

Os bancos envolvidos nas operações foram coniventes com o esquema. “Não é possível que eles não soubessem das irregularidades, por isso o MPE também estará representando junto ao Banco Central e à justiça federal pedindo a responsabilização.


 

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