Se tem uma coisa que não falta no underground pernambucano é barulho dos bons. Desde o início dos anos 2000, mantenho uma boa relação com bandas como Ataque Suicida, Nação Corrompida, Elefante Verde, entre outras. E, atualmente, conheci o som da Kramulhão por meio de um contato 100% online com o brother Wilson, baterista da banda, que também mantém o canal @recife_hardcore_oficial.
Desde 2018, em Olinda (PE), a Kramulhão vem fazendo a sua parte: alto, pesado e sem pedir licença.
A banda é um dos nomes que vêm movimentando a nova cena do hardcore pernambucano, mantendo acesa aquela chama que mistura peso, atitude, contestação e independência.
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Na formação estão Hélder (vocal), Lídio (guitarra), Thiago OMago (baixo) e Wilson Durand (bateria). Juntos, eles misturam punk, hardcore e metal extremo em uma pancada sonora que passa por referências como Ratos de Porão, Devotos, Hanagorik, Sepultura, Brujeria e DFC, além de toda uma geração de bandas que fez história no hardcore e no metal dos anos 1990 e 2000.
Desde o começo, a Kramulhão vem ocupando espaços da cena underground pernambucana e fazendo o som circular. Já passou por lugares como Metal Mania, Darkside Studio e Espaço Poesis, além de marcar presença em eventos e iniciativas que mantêm viva a cena independente.
Em julho de 2025, veio o primeiro EP: Guerra aos Senhores. São cinco faixas que colocam em disco a identidade construída pela banda ao longo dessa caminhada. Vou deixar o link aqui e depois você vai lá dar aquela sacada: https://kramulhao.bandcamp.com/album/guerra-aos-senhores
E 2026 chegou para acelerar as coisas.

Foto: Fabrízio Conga
“A Kramulhão está em fase de produção para gravar o 1º álbum, que será o 2º material gravado, sucedendo o EP Guerra aos Senhores”, comenta Wilson.
A banda fez sua primeira apresentação fora de Pernambuco aqui em João Pessoa, na Caravela Cultural, e ampliou sua presença no circuito de festivais, passando por eventos como Recife Hardcore Festival, Rock na Calçada e Hellcife Extreme, hoje um dos festivais mais importantes de música extrema do Nordeste.
Wilson ainda frisa:
“O momento atual da cena vemos como positivo, já que hoje existe uma maior interação entre as bandas dos estados do NE e uma conexão que traz mais possibilidades de tocar e movimentar a banda e a cena.”
A receita continua a mesma: música pesada, independência e os dois pés fincados no underground. Sem frescura e sem perder a essência.
Agora, a Kramulhão segue na estrada e, segundo Wilson, está trabalhando em estúdio no próximo lançamento. E já vou deixar o spoiler: vai ter Kramulhão no Beco Underground. Aguardem!
Clica abaixo e veja os caras detonando no Espaço Poesis.

