DIA DOS PAIS: Nova geração amplia participação nos cuidados com os filhos

Exemplo de gestor da FPB e análise de especialista mostram como esse engajamento na criação dos filhos fortalece os vínculos familiares e contribui para o desenvolvimento infantil

Pai participa dos cuidados e da rotina da filha em exemplo de paternidade presente.

Antes mesmo do nascimento de Catarina, atualmente com 5 anos, Guilherme Fontana, gestor do campus da Faculdade Internacional da Paraíba (FPB), integrante da Ânima Educação, maior e mais inovador ecossistema de qualidade para o Brasil, já tinha uma convicção sobre a paternidade que desejava viver. Para ele, ser pai nunca significou apenas acompanhar o crescimento de um filho, mas participar ativamente de cada etapa da infância, dividindo responsabilidades com a esposa Thauanne.Esse desejo se transformou em realidade com a chegada da filha.

Guilherme e Thauanne, que também atua como gestora de uma escola da rede municipal, conciliam agendas intensas de trabalho sem estabelecer uma divisão rígida entre tarefas “de pai” e “de mãe”. Na família, a lógica é outra: ambos compartilham os cuidados com a filha, adaptando a rotina conforme surgem novas demandas.

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“Quando decidi ser pai, queria ser pai de verdade. Não queria apenas gerar um filho. Queria participar de tudo, acompanhar cada fase e estar presente nos momentos importantes. Felizmente, tenho conseguido viver essa paternidade da forma como sempre imaginei”, conta.

Na prática, isso significa organizar diariamente a lancheira de Catarina, ajudá-la a se arrumar para a escola, acompanhar os estudos, levá-la às aulas, preparar refeições e partilhar episódios marcantes. Um deles aconteceu recentemente, quando a menina precisou fazer seu primeiro exame de sangue.

“Ela estava muito nervosa, e eu fiz questão de estar ao lado dela”, ressalta.Segundo Thauanne Leite, essa parceria é essencial para que a família consiga equilibrar as atribuições profissionais e a criação da filha: “Ter Guilherme ao meu lado, vivendo a paternidade de forma tão amorosa e comprometida, torna nossa dinâmica familiar mais prazerosa, respeitosa e cheia de afeto, certamente, permanecerá entre as lembranças mais bonitas da infância da nossa filha.”, destaca.

Embora esse cenário pareça distante da realidade de muitas famílias brasileiras, sinais de mudança começam a aparecer. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua) 2024, do IBGE, mostram que a participação dos homens nos afazeres domésticos e nos cuidados com familiares está em expansão.

O levantamento aponta que 80,4% dos brasileiros com 14 anos ou mais desempenharam essas atividades, percentual superior aos 78,7% registrados na edição anterior da pesquisa. Apesar das mulheres ainda dedicarem mais tempo semanal a essas tarefas, os números indicam uma transformação gradual na divisão das responsabilidades dentro dos lares brasileiros, refletindo um modelo de paternidade cada vez mais presente e participativo.

*O que diz a psicologia?*

A professora do curso de Psicologia da FPB, Valéria Nicolau, pontua que a presença paterna vai muito além do apoio à mãe. Ela exerce um papel fundamental no desenvolvimento emocional, cognitivo e social das crianças.

“Quando o pai participa da rotina, acompanha a vida escolar, brinca, estabelece vínculos afetivos e compartilha os cuidados diários, a criança desenvolve maior sensação de segurança, autoestima e pertencimento. Essa convivência fortalece os laços familiares e contribui diretamente para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais”, afirma.

A psicóloga ressalta que o conceito de paternidade vem passando por transformações importantes nas últimas décadas, rompendo gradualmente com modelos tradicionais que atribuíam exclusivamente às mulheres a responsabilidade pelo cuidado dos filhos.

“Não estamos falando apenas de dividir tarefas domésticas, mas de compartilhar a construção da infância. A criança aprende por meio dos exemplos que observa dentro de casa. Quando cresce em um ambiente em que pai e mãe exercem o cuidado de forma conjunta, tende a desenvolver uma compreensão mais saudável sobre cooperação, respeito e igualdade nas relações”, observa.

Para Guilherme, essa talvez seja a maior herança que pretende deixar para a filha. “Ser um pai presente nunca foi um peso para mim. Pelo contrário, é uma das experiências mais gratificantes da minha vida. Participar da rotina de Catarina é um privilégio e uma forma de demonstrar, todos os dias, o amor que sinto por ela”, finaliza.

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