As Novas decisões de Cartaxo, a contradição de Novo e História diante do Futuro

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, acaba de tomar decisões que impactam setores da vida econômica da cidade. Ele encaminhou à Câmara Municipal projetos – de – lei que fomentam o setor de TI e a projeção de criar área física no Cabo Branco ( Litoral Sul), bem longe de um grande Movimento de empresas e instituições apontando que a prioridade na conjuntura é reaquecer o Centro Histórico – e não só provê-lo de ações pontuais, que não resolvem.

Esta medida de alta importância, sem dúvidas e a merecer aplausos, exige exame minucioso porque se contradita na prática com o processo e reaquecimento histórico da Capital porque sepulta a possibilidade de um novo Plano de desenvolvimento à base da Inovação e de Investimentos na área mais importante do município, o Centro Historico, cujos negócios desabam a cada dia pela migração para outros lugares.

O futuro da cidade tanto do ponto – de – vista econômico como de construção de novas vocações e auto sustentação econômica não existirá sem que incorpore políticas públicas e ações da iniciativa privada construindo um grande Pacto de Desenvolvimento priorizando o Centro Histórico em diante .

EFEITOS NA PRÁTICA

O Convêno da PMJP com o BID não alcancará seu objetivo se continuar dando as costas para compor as futuras ações com o setor produtivo das áreas de Mídia Digital, TI, Cultura e Turismo construindo novas vocações e Negócios. Aliás, até hoje desde ano passado, a representação desse Movimento (APL de TICC) sequer foi chamada para qualquer reunião.

Há em curso desde o final de 2016 um Movimento envolvendo as principais Instituições de Conhecimento, Vanguarda Tecnológica, as mais importantes representações da Cultura, etc, reunidas para implantar o Centro de Estudos de Excelência, Inovação e Negocios – Professor Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque no Centro Histórico, mas nem o BID nem a equipe técnica da PMJP dão importância a esse movimento empresarial indispensável para o futuro da cidade.

O APL de TICC, que deve receber o reforço do Turismo, já se reuniu com o prefeito no Paco Municipal, mereceu sua aprovação,mas até agora nada avançou, exceto nesse movimento pro TI fora do Centro Histórico, muito imortante mas que se contrapõe à ordem de prioridade.

COMO ACONTECE EM RECIFE

Para se ter uma idéia, em 2000, o então governador Jarbas Vasconcelos doou um prédio inteiro de 12 andares no Recife Antigo e aportou mais R$ 32 milhões para as empresas criarem o Porto Digital.

Onde priorizou? No Recife Antigo.

Em João Pessoa, que se mantém fora do Circuito dos Pólos de Inovação do Nordeste cercada por Recife, Campina Grande e Natal com evolução total, não se quer apoiar e/ou aportar R$ 3 milhões para iniciar ocupação de prédio e manutenção da estrutura 20 vezes menos que Recife.

FUTURO A EXIGIR

O prefeiro Luciano, forjado na democracia e no diálogo, bem que tem ainda tempo para ajustes de processo porque todos buscam o mesmo objetivo de desenvolver economicamente a cidade com novas vocações.

Certamente que ninguém admitirá exclusão de outras áreas da cidade, em especial da Zona Sul, entretanto, como comprova Manifesto das Instituições e entidades mais representativas da Cidade, não há futuro sem cuidar mais e melhor do Centro Histórico da Capital com inovação envolvendo Tecnologia, Mídia Digital, Cultura e Turismo convergindo para o crescimento de ações voltadas para as futuras gerações.

Enfim, o prefeito acertou no apoio ao setor de TI precisando estender a mais segmentos envolvidos, mas se distanciou da História e da urgência de resgatar quem está merecendo prioridade e urgência, no caso o Centro Histórico.

Se há tantos querendo reforçar o futuro é inimaginável ve-lo dar as costas ao Patrimônio do passado, Presente e futuro. Basta bom senso, algo que ele tem. 

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