Sabemos tratarem-se de dois temas absolutamente distintos e díspares, mas na atualidade chegam como necessidade de abordagem de forma analítica pela importância dos assuntos e dos atores envolvidos.
Por partes, como lembra a cena inglesa, a China resolveu comemorar seus 68 anos de República Popular sem grandes aparatos e nenhum envolvimento com a classe politica dos 9 Estados do Nordeste, como se anotou ontem, 19 de setembro, em Recife.
O Consulado e a Cônsul Li Feiyue resolveram centrar foco na representação do setor produtivo e intelectual chamando também os Chineses antigos do Nordeste para comemorar a data com direito a discursos em português e mandarim.
PAPEL NO MUNDO
A China sabe do que representa no Planeta e demarca sua posição não só pela condição de maior País Comunista, mas de relação bem resolvida com o Capital e suas consequências sem perder soberania mas, ao contrário, expandindo sua posição no Mundo com seu gigantesco volume de negócios, inclusive no Brasil.
A China sabe ainda do papel que joga de fundamental, por exemplo, diante da Coréia do Norte insultando EUA e aliados como Japão e Coreia do Sul com ameaças (e só) de guerra ameaçando a instabilidade no mundo. E tudo tem no final o dedo (aval) e/ou influência da República Popular da China.
No Brasil, em particular no Nordeste, ela quer expandir negócios. Embora seja mais pais com mais de 1 bilhão e 200 milhões de habitantes, no Nordeste são menos de 10 mil chineses saltando essa quantidade para mais de 300 mil, só em São Paulo.
Daí a estratégia lembrada pela Cônsul em discurso direto, sem adjetivos, de expandir as ações respeitando a soberania brasileira – algo que nem sempre todos Países assim procedem, a exemplo dos Estados Unidos bancando mudanças radicais para pior no Brasil sob a tutela de corruptos.
A China optou assim na conjuntura por ficar longe da classe política por tudo o que sabemos .
A GUERRA PELA ÁGUA
É absolutamente incompreensível a luta feroz de setores da sociedade paraibana, em particular de Campina Grande, agora com endosso do Ministério Público Federal, pedindo (e conseguindo) na Justiça a manutenção do Racionamento da água vinda de Boqueirão para abastecer a cidade e região.
A água como bem precioso e fundamental esteve ameaçada de acabar com a recente estiagem. Ocorre que, em face de novas condições produzidas pelas águas do Rio São Francisco e do volume conseguido pelas recentes chuvas este perigo dissipou-se com controle da Agência Estadual de Águas e CAGEPA.
As novas condições aferidas por órgãos responsáveis do Estado mereceram do governador Ricardo Coutinho o entendimento posto em prática de que a população de Campina não precisaria estar vivendo o racionamento por conta do volume existente ser suficiente à medida de normalização do acesso à água.
Mas, eis que uma decisão importante em favor da população mereceu embate político dos adversários do governador não aceitando e temendo que o Bônus da nova realidade pudesse auferir ganhos do governador e seu pré-candidato João Azevedo junto à sociedade partindo para o confronto querendo a manutenção do Racionamento, agora com respaldo judicial.
Há que se respeitar a controvérsia, mas salta aos olhos a condição absurda, muito além de cômica, de transformar um bem indispensável como é consumo de água em guerra política chancelada pelo MPF.
Se bem que o Governo do Estado recorreu e espera-se que no TRF-5 possa reestabelecer o bom senso em favor da população e não de setores políticos agindo na contramão.
UMAS & OUTRAS
…Na solenidade da China, éramos eu e o executivo Paulo Júnior os únicos da Paraíba presentes à comemoração de 58 anos da República Popular.
…Não vi ninguém da classe política.
…É possível que a Consul esteja no Festival de Turismo no próximo mês de outubro, em João Pessoa.
ULTIMA
” HÁ TEMPO PARA TUDO…”Histórico

