Há uma realidade política de gestão com base partidária e ideológica na conjuntura atual que faz o presidente Michel Temer estar, sem querer ou não, ampliando cada vez mais o fosso entre os interesses dele e os dos nove governadores do Nordeste, todos divergentes quanto ao modelo e forma de aplicabilidade das Políticas do presidente no País e nos 9 Estados.
Em princípio, na essência de tudo, está o conflito de trato do que se considera Política de Ajuste Fiscal porque todos os Estados se fazem envolvidos com a materialidade desta necessidade de Gestão de redução de gastos e otimização das Políticas muito antes dele impor como condição de ajudar mais os 9 entes federativos afetados pela redução dos repasses da União.
Michel Temer talvez influenciado pelo constatação de caos no Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul ignore ou dê pouca importância ao fato de que a maioria dos Estados nordestinos já faz seu dever – de – casa com alguns deles em situação exemplar, como se constata em Alagoas, Paraíba e Piauí.
São os dados do Tesouro Nacional quem atestam isso, razão pela qual não cabe exigência de Temer para recompor as perdas dos Estados por responsabilidade do Governo Federal no repasse de obrigações como FPE e FUNDED condicionando afazeres já feitos.
Só que, em face do atraso dos repasses manobras fiscais não reduziram o drama com Pessoal e as Obrigações da Previdência, quesitos nos quais a maioria anda com reais problemas.
ESTADOS COM LÍDERES EM ASCENSÃO
Antes de tudo, é preciso admitir que há um sopro de novas cabeças no comando dos Estados com vínculos à Esquerda.
Bahia (Rui Costa), Ceará (Camilo Santana), Maranhão (Flávio Dino), Paraíba (Ricardo Coutinho) e Piaui( Welligton Dias ) – Todos mais à Esquerda, mais Alagoas (Renan Filho), Rio Grande do Norte (Robinson Farias) e Pernambuco (Paulo Camara) compõem yma Geopolítica divergente dos aliados de Temer nos Estados, logo é ambiência contraria a ele em termos de origem político – partidária.
Para piorar, o presidente foi na onda de seus aliados em nível de cada Estado jogando duro contra os governadores – caso típico da Bahia, onde Geddel Vieira Lima e ACM Neto mandam jogar duro contra Rui Costa e Jaques Wagner.
O mesmo modelo aplica-se a outros estados envolvendo aliados de Temer como Eunice Oliveira e Tasso no Ceará, Cassio e José Maranhão na Paraíba, etc.
NA EDUCAÇÃO, CONTRA REFORMA
O governo Temer passa a conviver desde a último fim-de-semana com posição fechada pelos Secretários de Educação dos Estados se posicionando contra as medidas defendidas pelo ministro Mendonça Filho a partir do Ensino Médio.
Como se diz lá na Torre, a onda em torno de Temer não anda para peixe.
