A eleição dos desembargadores João Alves, Leandro dos Santos e José Aurélio para presidente, vice e corregedor geral do Tribunal de Justiça traduz resultado com valores já previstos e/ou esperados, como a própria Coluna havia antecipado.
Em tese, mesmo que inexista consenso quanto ao conceito do processo de disputa, na prática o resultado expõe exatamente encaminhamentos diferentes entre duas tendências.
A tendência majoritária com 10 dos 18 votos – levando em conta uma abstenção – foi exercida pelo conjunto representado pelo desembargador João Alves, magistrado ponderado e com serviços prestados em diversos postos, entre eles de corregedor geral.
Sua performance atraiu a empatia do atual presidente Marcos Aurélio, da ex-presidente Fatima Bezerra Cavalcanti entre outros magistrados – todos com influência relativa nos bastidores do Tribunal de Justiça.
CONTRA – PONTO
Sem mesmo alardes, há no TJPB uma tendência conduzida em torno dos desembargadores Márcio Murilo, Saulo Benevides e Joás de Brito Pereira Filho – tanto que resolveram afunilar o voto no desembargador Joás de Brito, segundo colocado na disputa para presidente.
É este contexto que gravita a aura política de composição interna do Tribunal de Justiça da Paraiba, mesmo que inexista crise ou fratura exposta nos entendimentos distintos sobre o futuro da Corte.
A eleição do desembargador João Alves coroa sua trajetória exitosa.