A partir deste dia 5 de agosto, vamos estar diante de uma nova fase de embates políticos no Estado com pequenos, médios e grandes confrontos – neste último caso, João Pessoa e a Campina Grande -, cujos resultados vão definir o controle e poder administrativo na direção de 2018, e não somente para agora. Mas, a dados de hoje, mesmo admitindo o peso do valor da gestão de alguns personagens em curso, existem dois projetos políticos-ideológicos na conjuntura com perfis distintos e antagônicos.
Há um componente emocional vitaminado a disputa, sobretudo, a partir da disputa em João Pessoa, reagrupando a força política do Estado definindo dois grandes blocos com viés e propostas distintas.
COMO ACONTECE
Pelo que se construiu, em torno do prefeito Luciano Cartaxo gravita uma nova articulação de lideranças e partidos tradicionais, a exemplo do PMDB e PSDB, para fazer do candidato do PSB o representante ideal de um projeto de governo mais próximo do contexto neoliberal.
Luciano chega em 2016 com o manequim à altura desse segmento social que retomou o poder nacional, muito bem recebido pela elite por tudo o que tem de manequim estético, história política e de performance de gestão longe da radicalidade comum ao seu partido anterior, o PT.
Cassio e Maranhão como representantes políticos tradicionais viram em Luciano a oportunidade de poder na Capital, mesmo sacrificando candidaturas possíveis do PSDB e PMDB.
Eles, juntos, se esforçam para conquistar o caminho do poder estadual de 2018 a partir da reeleição de Luciano Cartaxo.
OUTRO GRANDE PROJETO
Para se contrapor a este “status quo” há na condução e escolha de Cida Ramos como candidata do PSB a representação da quebra de dogmas e preceitos à altura da cultura de nova gestão pública implementada no Estado pelo governador Ricardo Coutinho – o alvo principal.
Do ponto-de-vista concreto, Cida Ramos é mais que personagem pontual para a disputa com Luciano. Ela chega ao embate desafiando o fator tempo, a exposição de conceitos e projetos para a Capital e, sobretudo, vencer o pré-conceito por ser mulher e deficiente a exigir dela capacidade de convencimento de representa o melhor.
Titulação ela tem, experiência de gestão também acumulada no campo do desenvolvimento humano, etc, para o maior desafio será expor que o projeto que ela representa está em maior sintonia com as políticas de resultados.
É isto o que ela vai levar para o confronto com o prefeito mostrando-se alinhada com o pensamento progressista, a partir do PSB, como novo modelo de gestão pública cujo referencial é a postura reformista de resultados de RC.
Aliás, pela primeira vez na trajetória do governador, ele disputará fortemente diversas eleições colocando o modelo socialista em confronto com as políticas tradicionais.
Voltaremos ao assunto.
UMAS & OUTRAS
…A candidata Márcia a Lucena anda animada com a receptividade à sua campanha. Há números.
…Aluísio Regis tenta repor perdas conjunturais.
…O publicitário Anderson Pires foi personagem especial na aliança do PTB com Cida.
…O vereador Fernando Milanez mergulhou.
ÚLTIMA
“O cancão vai piar…”