Ainda hoje ecoa a fala do senador Cássio Cunha Lima anunciando que é muito provável que haja uma união de partidos e lideranças em torno da candidatura à reeleição do prefeito Luciano Cartaxo contra a candidatura do nome apontado pelo governador Ricardo Coutinho, no caso a professora e Secretária de Desenvolvimento Humano, Cida Ramos.
Há um propósito pré-deliberado entre PSDB e PMDB mais outros partidos de, através de seus lideres Cássio e José Maranhão, construir uma Frente anti-Ricardo. Isto é notório tanto que as graves diferenças e inimizades entre eles têm sido menor do que o ódio a Ricardo, dai a busca de somar esforços.
EFEITOS IMEDIATOS
Possa ser que o senador Cássio não tenha se advertido, mas este seu discurso fulmina com o interesse do deputado federal Manoel Junior, que tenta a todo custo bancar e manter sua pre-candidatura à Prefeitura.
Ele não desiste e mantém agenda como pré-candidato, mesmo tendo que enfrentar dissabores e onda contrária, a exemplo do que prega Cássio em discurso.
A rigor, apesar dos esforços, a pré-candidatura de Manoel Jr sofre dos efeitos nacionais a partir de Eduardo Cunha e tudo o que se fala Golpe e Golpistas – vide as situações vexatorias enfrentadas por Cássio, Romário/Tiririca/Wilson Filho recentemente.
Ele acha que não, jura que não, mas é verdade.
NEM TUDO É POSSIVEL
A dados de hoje, também levando em conta a situação nacional, está longe de se efetivar como pretende o senador Cássio uma avalanche contra Ricardo Coutinho porque, como única liderança de maior expressão na defesa do Estado de Direito e contra o tal Golpe propalado contra Dilma Rousseff, ele tem espontaneamente uma forte quantidade de apoios e votos até porque une todos os partidos do campo progressista.
Somente o PC do B em nivel de Capital está em outro caminho, mas todos, inclusive o PT, têm posição favorável a um acordo com RC no segundo turno.
Afora esse contingente partidário, Ricardo granjeia em torno de si a mais expressiva aprovação entre todos os lideres políticos na Capital restando saber até que ponto ele transfere para sua candidata Cida Ramos.
A QUESTÃO NACIONAL VAI PESAR
Ilude-se quem pensa ou intui que a realidade nacional de apeamento de Dilma e ascensão de Temer com todos os desdobramentos escandalosos em curso não venha refletir na eleição municipal.
Vai sim, e muito, cujo saldo saberemos no decorrer dos tempos até outubro.
Cássio e Maranhão, por exemplo, como condutores do Impeachment de Dilma na Paraiba vão enfrentar o tamanho relativo desse posicionamento, da mesma forma que o governador Ricardo Coutinho.
Em síntese, embora a intenção de hoje seja juntar a estrutura e base partidária contra RC, nem sempre o resultado é do mesmo jeito de querer derrotar o adversário de qualquer maneira, sobretudo quando tem gente pensante, sociedade organizada e realidade posta a influir podendo fazer o governador com força popular acima da burocracia partidária.
Ricardo não é de brincadeiras nem de medo dos insultos.
DUAS PERGUNTAS BÁSICAS
O que vai pesar na disputa de Outubro é a força partidária ou o desempenho do candidato?
Até onde os partidos têm força no presente para decidir uma eleição?