O Impeachment, Mariz, Humberto e a posição da Paraiba

Diante do novo cenário de Impeachment da Presidenta Dilma Rousseff, cujo processo tramita na Câmara Federal e ontem obteve 37 votos a 28 pela admissibilidade, mesmo que a dirigente não tenha cometido nem há comprovação de qualquer Crime de Responsabilidade, acompanhamos aqui de Brasilia as desmarches e enfrentamento do processo levando em conta também a posição da Bancada Federal da Paraiba em comparação ao desempenho dos senadores Humberto Lucena, então presidente do Senado em 1992 e do senador Antonio Mariz, relator do Impedimento do ex-presidente Fernando Colllor.

Acompanhamos de perto todo o processo.

O CASO MARIZ, COLLOR E A REALIDADE

Aliás, à época como ex-Secretário do Governo de Antonio Mariz e ex-assessor de vários momentos fundamentais da vida nacional e estadual – entre eles quando da condição de Relator do Impeachment do então presidente Fernando Collor, não temos dúvidas em afirmar que Mariz seria implacável contra a Corrupção, mas valendo para todos, sem exceção.

Vamos mais longe: Mariz não se afastaria um milímetro sequer do Estado Democrático de Direito, sempre a favor da Democracia e não por qualquer trama de Golpe.

Poucos se lembram, mas o ex-senador também foi autor do projeto-de-lei até hoje engavetado em favor de Imposto para grandes fortunas, tese agora defendida pelo senador paraibano/carioca Lindbergh Farias. Temos, aliás, imenso orgulho de convivido com o Constituinte Nota 10.

A POSTURA DE MABEL E DAS FILHAS

Para entender bem o que estamos abordamos levemos em conta o posicionamento da Viuva e ex-Primeira Dama do Estado, Mabel Mariz, que anunciou sua desfiliação do PMDB da Paraiba por discordar do encaminhamento do atual presidente, senador José Maranhão, de apoiar o Impeachment.

Aliás, Mabel levou também consigo à desfiliação do PMDB do seu sobrinho ex-deputado estadual Jacinto Dantas e suas filhas têm estado presentes nas manifestações contra o Impeachment.

Isto em muito e tira muitas dúvidas de quem as tinha.
 

O EXEMPLO DE HUMBERTO LUCENA

Às novas gerações, queremos lembrar que ele só não apanhou mais da Grande Midia (Rede Globo,JB, FOLHA, Estadão, etc) do que Lula. Humberto Lucena, duas vezes presidente do Congresso Nacional, foi o mais importante aliado de Ulisses Guimarães na Redemocratização.

Humberto caiu na desgraça da Grande Midia, a mesma que hoje intimida os Ministros do Supremo Tribunal Federal porque não quis bancar um projeto-de-lei imoral para “SALVAR” o Jornal do Brasil sem amparo legal, sofreu tudo o que Lula, Zé Dirceu, o PT sofrem hoje.

A Grande Imprensa diz combater a.Corrupção mas vive dela e a exercita. Lider do PMDB, enquanto vida teve, sustentou a união partidaria na Paraiba, que acabou quando ele morreu. Sua Familia herdou pertences limitados de classe media, mas a desonesta Imprensa o carimbou de corrupto sem jamais ele ter sido.

Humberto por sua postura firme em favor da Demoecracia e da Legalidade se vivo estivesse certamente estaria decepcionado, tanto quanto Ulisses e Mariz sobre a “tragédia em trama política” que se abateu sobre o PMDB de antiga resistencia, agora partido de negociações.


Na terra, a impressão é a mesma – o dinheiro vencendo a dignidade em nome de falsa moral.

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