A Constituinte de 1988 produziu entre tantos reparos no campo da Cidadania brasileira a oportunidade singular, dali em diante, de que o País passasse a conviver com outra real conjuntura na qual o Ministério Público no Brasil passou a ter patamar decente e soberania nos seus atos e estrutura.
Sem dúvidas, foi um dos maiores ganhos do Brasil.
Destarte e/ou data vênia, como repetem os alunos de Direito do Dr. João Aguiar no bairro da Torre, se faz imprescindível admitir que ali ou acolá tem havido excessos ou extravagâncias incompatíveis com o Mister do Ministério Público.
UM CASO GRAVE
No plano nacional, está cada vez mais exposto sem dúvidas de que setores do Ministério Público Federal andam combinados com setores da Justiça Federal e PF para somente atuar no casos Nacionais para eliminar o PT e o ex-presidente Lula, posto que, apesar de muitas evidências e comprovações em delações contra autoridades e lideranças do PSDB e outros partidos, mas nenhum deles sofre qualquer ação por parte dos integrantes do MPF.
‘DANDO NOMES AOS BOIS”
Na Grande Midia, virou chacota nas redações a atuação do Procurador Carlos Fernando dos Santos já sendo tratado por nomes nacionais como Luiz Nassiff na condição “do mais imprudente dos procuradores da Lava Jato”.
Exercer com eficácia a missão de zelador das Leis não necessariamente exige excesso de holofote e, pior, decisão parcial, direcionada para uns e inexistente, complacante com outros.
Ele não representa da forma posta o significado indispensável do Ministério Público. Ao contrário, desqualifica.
UM OUTRO CASO NA PARAIBA
O Procurador de Justiça Valberto Lira por pouco, muito pouco mesmo, não inviabilizou a realização de um jogo clássico neste domingo entre Botafogo e Sport do Recife. Aliás, um belo jogo sem problemas.
Determinar o impedimento de acesso da torcida do rubro-negro e até observar que as obras em torno do Estádio Almeidão dificultam os jogos destoam da realidade posta.
MAIS DETALHES
Quem foi ao estádio viu que a torcida pernambucana teve seu espaço normal, sem problemas – algo que não está infenso acontecer, como se deu em São Paulo com torcedores corintianos -, portanto, o Mestre tem exagerado na dose ao aventar até suspender os jogos no estádio. Cá pra nós, em comparação a outros Estados, o Almeidão tem tido reestruturação como poucos diante dos investimentos do Governo do Estado.
Quanto às obras, que aliás se apresentam imponentes em torno do Estádio, não são suficientes para impedimentos por parte de Vossa Excelência. Ao contrário, a gestão do Almeidão precisa ser agradecida porque tem feito um trabalho de alto padrão para torcedores e, enfim, quem comparece ao estádio.
O caso Valberto Lira nada tem a ver com seu colega de São Paulo, mesmo assim, é sempre recomendável ser prudente para evitar excessos ou injustiças.

