“Coisa bonita”

A estética corporal é na atualidade uma das grandes preocupações do mundo feminino. Usam de todos os artifícios possíveis para tratarem da aparência física. Têm a autoestima abalada quando percebem alguns quilinhos a mais no peso. Na fase em que Roberto e Erasmo Carlos passaram a homenagear as mulheres que fogem do padrão definido como beleza universal, compuseram “Coisa bonita”, numa declaração de admiração pela mulher “cheinha”, gordinha.

“Amo você assim e não sei por que tanto sacrifício/Ginástica, dieta, não sei pra que tanto exercício/Olha eu não me incomodo/Um quilinho a mais não é antiestético”. O “eu lírico” proclama seu amor pela mulher com quem convive. E lamenta que ela viva, num esforço grande, para manter a forma física, fazendo regimes alimentares e frequentando academias de ginástica. Adianta que não há necessidade disso, uma vez que o peso acima do normal não diminui em nada o quanto gosta dela.

“Pode até me beijar, até me lamber, que eu sou dietético/Não acho que é preciso comer de tudo que tem na mesa/Mas passar fome não contribui em nada para a beleza/Já no passado os mestres da arte diante da formosura/não dispensava o charme de uma gordinha na sua pintura”. E diz para ela, pode me beijar, quero sentir sua língua no meu corpo, faça isso sem medo, porque não farei você engordar. Claro que não precisa exagerar e comer tudo o que se apresenta na mesa, mas não é certo ficar esfomeada unicamente por conta da manutenção do conceito social de beleza. Em épocas passadas as musas inspiradoras dos artistas plásticos eram as mulheres gordinhas. Portanto, a formosura vai de acordo com a forma como os olhos veem.

“Gosto de me encostar nesse seu decote quando te abraço/De ter onde pegar nessa maciez quando te amasso/Eu não sou massagista e não entendo nada de estética/Mas a nossa ginástica é mais gostosa e menos atlética”. Fala do prazer que sente em ver seu decote sensual, quando estão juntos num abraço. Os seios fartos são um convite às carícias. Apesar de não ser um profissional da massagem, tem a certeza de que a ginástica nas relações sexuais é muito mais agradável e exige menos sacrifícios.

“Coisa bonita, coisa gostosa/Quem foi que disse que tem que ser magra para ser formosa?/Coisa bonita, coisa gostosa/Você é linda, do jeito que eu gosto, é maravilhosa”. E se derrama em elogios à mulher que ama. Afirma que o encanto feminino não está no fato dela ser magra, esbelta, corpo de miss. Ela é exatamente o que lhe faz feliz.

• Integra a série de crônicas “PENSANDO ATRAVÉS DA MÚSICA”.

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