{arquivo}BRASILIA – As imagens que veículos de comunicação e pessoas comuns têm reproduzido sobre cenas de saques, assaltos,etc – o caos em si na Grande Recife transformaram o imaginário de quem vive ou não na cidade numa projeção de puro inferno deflagrado simultaneamente ao anúncio de greve dos policiais militares e Bombeiros.
São muitos assuntos sérios demais em torno de um mais grave, que é o caos social, repercutindo muito negativamente contra o Brasil no exterior e com muito espanto internamente no País, em especial em cidades vizinhas como João Pessoa e Natal.
Se repararmos bem existem elementos comuns na paralisação e reflexo dela em Recife em tamanho ampliado do que aconteceu recentemente em Salvador, onde o tempero político esquentou mais ainda as coisas por lá, porque atribui-se ao comando grevista baiano posição política contrária ao atual Governo Jaques Wagner.
Será que em Recife há também essa pimenta externa, politico-partidária?
No caso de Recife, há confusão na reprodução dos números negociados mas permeia como informação mais repetida de que os grevistas da PM não aceitaram 4% de reajuste diante dos mais de 40% reivindicados como fruto de perdas de vencimentos ao longo dos últimos anos.
QUEM GANHA E QUEM PERDE
Ninguém pode privilegiar outra temática nesta hora a não ser o reestabelecimento da ordem, algo que deve ir se efetivando com a presença das Tropas Federais nas ruas lembrando tempos de horror em Recife, mas este caso certamente vai respingar na eleição presidencial.
É evidente que nem Dilma Rousseff nem Eduardo Campos podem ser responsabilizados mas, ao que parece, ao rescaldo pra trás da fase do presidenciável do PSB represando o nível de soldos dos militares, embora haja contestação por parte dos governistas.
Em tudo acontecendo exatamente no estado governo pelo PSB, esta questão ainda vai dar muito pano para as mangas do debate político.
Em síntese, Recife precisa voltar ao normal – e assim espera-se.

