A agressão de Wilbur tem ranço ideológico

{arquivo}A manifestação violenta verbalmente do presidente da DOCAS (Porto de Cabedelo), executivo Wilbur Jácome, desferindo expressões de baixo calão contra a presidenta Dilma Rousseff expressa, mais do que uma agressão indevida e mal educada, a essência profunda de um segmento jovem da sociedade brasileira a reproduzir conceitos ideológicos à Direita rejuvenescida, daí o ranço Anti – PT, e o descontrole na convivência e avaliação do que esse legado petista representa.

O ataque não se restringe apenas ao Partido dos Trabalhadores, cujo “pano-de-fundo” esposa muitas reações como as de Wilbur Brasil afora, porquanto a gravidade do ato está no ataque a maior autoridade do País que simboliza, a rigor, o segmento das Mulheres brasileiras – a primeira no Pais a comandar o Poder -, cansadas de maus tratos e de agressões desmedidas de machismos e atitudes intolerantes, típicas de sectários acostumados a desconsiderar as mulheres, os nordestinos, as minorias, portanto, tudo isso chama-se de preconceito extremo beirando a valores próximos do Racismo puro.

É evidente que, como administrador de serviço público, a ele é dado o direito de contestar, não só a presidenta da República como outros atores da vida nacional, mas a forma e o conteúdo é que não se coadunam com um Executivo de formação intelectual reconhecida, portanto de valor, mas embasado num referencial ideológico que vive na contra-mão da História – nos últimos tempos a abrigar e a estimular avanços sociais mais densos e profundos da cidadania.

Se é certo assegurar o direito de livre manifestação, na mesma proporção é exigido respeito à altura das relações humanas e diplomáticas porque vivemos numa sociedade democrática que, com todo respeito às liberdades, não tolera mais radicalidades preconceituosas desmedidas, sobretudo com espectro ideológico doentio.

Wilbur Jácome, um homem decente, simboliza a mesma sanha e raiz do que representa a jornalista paraibana Raquel Sheradaze, que graça com repercussão a partir de São Paulo, reproduzindo conceitos conservadores radicais à Direita, portanto, a construir no cotidiano dos últimos tempos jovens valores de incompreensão e desacostume sobre o real valor da democracia sem respeitar os valores divergentes.

Ambos agradam enormemente aos que, por motivos diversos, alimentam um ranço político incomum contra o significado do Partido dos Trabalhadores e seus líderes maiores, no caso de agora focando em Dilma Rousseff, mas muito distantes do real significado dos avanços que o Brasil conquistou e precisa avançar como forma de respeito aos resultados históricos dos últimos tempos.

Isto, contudo, não encobre a importante necessidade do debate com os nomes alternativos para o exercício do Poder no País, a exemplo de Aécio Neves e Eduardo Campos – dois valorosos líderes políticos, mas nunca com este presságio e vindita somente comum nos tempos de exceção conduzidos por tiranos da História.

Wilbur perdeu a oportunidade de se credenciar maximamente por outros valores positivos que os tem, nunca pela conduta ideológica retrógrada e violenta, até porque Dilma Rousseff merece respeito e reconhecimento.
 

WALTER SANTOS – Também diretor presidente da Revista NORDESTE – A única publicação fora do eixo Rio – São Paulo promovendo a leitura do Brasil pela ótica dos nove estados do Nordeste.

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