Enfim, Eduardo Campos é mesmo uma ameaça?

{arquivo}A dados de hoje, a resposta à indagação do título seria, não, conforme todas as pesquisas de opinião pública do País. Mas, com o lançamento da pré-candidatura nesta terça-feira em Brasília, ao lado da vice Marina Silva, ninguém pense em subestimar a força do imponderável, do que está por vir no bojo de uma conjuntura ainda inconclusa.

Antes de examinar a miúde o componente externo às manobras e iniciativas de Eduardo como personagem extremamente habilidosa no jogo político, chama a atenção os eixos básicos do programa anunciado no pré-lançamento constituindo o que convencionou de “Novo ciclo de desenvolvimento sustentável”.

O programa para debate nacional foca em temas atuais e de relevância, como o Estado e a democracia de alta intensidade, a Economia para o desenvolvimento sustentável, a Educação, cultura e inovação, Políticas sociais e qualidade de vida e Novo urbanismo e o pacto pela vida.

A essência deste conjunto de valores aponta para o entendimento de que o PSB, Eduardo e Marina sabem o que querem propor para o Brasil e, em tese, mesmo sendo ainda cedo para consolidar como conceito definitivo, o conteúdo Socialista se apresenta com consistência a provocar mais estragos no PSDB do que propriamente no esquema da presidenta Dilma Rousseff porque sai na frente e com enfoques a chamar a atenção a sociedade.

Em síntese, do ponto-de-vista pragmático e contextual de hoje, sem dúvidas que Dilma se mantém na preferência do eleitorado, mesmo assim vamos acompanhar e aguardar os desdobramentos de ações estratégicas como as de Eduardo porque, como se diz no bairro da Torre, ele tem competência para superar adversidades e leva jeito no tratar da classe política – outra ameaça indiscutível ao projeto de Poder do PT.

É nesse campo, no anti-PT, que tenta ocupar espaços, em tese ocupados pelo PSDB como principal adversário, além de todos os inconformados com o Governo que ele ajudou a eleger e até setembro do ano passado era um dos principais aliados.

Eduardo Campos não brinca em serviço e é “perigoso”, enquanto adversário habilidoso do processo.

Por isso, se viesse (será que vai?) ameaçar Dilma, o Plano Lula estaria de volta fulminando com sua possibilidade de assumir o Poder. Por enquanto, o projeto Dilma é capaz e tem base para se manter no processo com chances de vitória pelo desempenho do governo nas áreas econômicas e social.

 

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