{arquivo}Sem dúvidas, a dinâmica da política é algo impressionante. O pré-lançamento da candidatura da advogada Nadja Palitot deve provocar uma nova composição de forças mexendo no tabuleiro político de 2014, sobretudo porque tem ainda como elemento adicional o componente nacional a interferir no processo.
Como se sabe, os presidenciáveis Aécio Neves e Eduardo Campos jantaram domingo e decidiram fazer dobradinha nos estados em que for possível, ou seja, PSDB e PSB vão se esforçar para reproduzir essa condição nas disputas estaduais.
Na Paraíba, por exemplo, Ricardo Coutinho vai exigir que a aliança com o PSDB se processo, entretanto, há um movimento insustentável nas bases tucanas exigindo, ao contrário, a candidatura de Cássio Cunha Lima. E se ele (Cássio) não poder sê-los? – eis novo imbróglio sabendo-se ainda que a corrente contra a renovação de convivência com RC quer outra alternativa. Se for assim, que ele apoiaria?
No campo das interferências do plano nacional, sabe-se da pressão que o PMDB faz para ter o apoio do PT à candidatura de Veneziano Vital, entretanto, a candidatura de Nadja Palitot e a resistência do Ministro Aguinaldo Ribeiro conspiram para o Blocão se consolidar com candidatura própria.
Em outras palavras, a projeção é de que se tenha no mínimo três candidaturas próprias – Ricardo, Veneziano e Nadja, claro que tudo esperando pela definição do senador Cássio, cuja decisão também mexerá fortemente com 2014.
O fato é que, pelo tabuleiro exposto, a projeção é de segundo turno e nessa possibilidade não é demais admitir que haja união dos adversários do governador contra ele na segunda etapa da disputa.
E isto é fatal para suas pretensões de reeleição por conta do alto grau de rejeição.
ÚLTIMA
“Nada do que foi / será…”

