Cássio, ainda a legislação e sua candidatura

{arquivo}RECIFE – A Paraiba velha de guerra adora uma futrica, melhor dizendo, vive desse “rame-rame” sem fim para sustentar uma pequena, mas barulhenta parcela da sociedade dependente dos humores da política partidária. Por isso mesmo, teve uma repercussão significativa a informação da Folha de São Paulo de que o senador Cássio Cunha Lima prepara seu filho Pedro para ser candidato na hipótese de não ser elegível em 2014.

Bastou a vinculação da candidatura de Pedro com esse tom para muita gente, sobretudo os aliados do governador Ricardo Coutinho, soltarem foguetório.

Entretanto, em que pese a necessidade ainda de uma manifestação definitiva do TSE sobre caso de Cássio, muito dificilmente os humores vão barrar a crescente pré e futura candidatura do senador, menos por seu desejo, mas por força da conjuntura na qual o legado do atual Governo destroçou a relação proativa do maior líder na perspectiva de manter a defesa da reeleição dele.

Cássio ou seus advogados podem ter alguma dúvida, entretanto são muitos os cenários similares já manifestados pelo TSE dando conta da elegibilidade de quem, por força de alguma decisão punitiva, constate-se a garantia de que no dia da eleição o prazo da punição já esteja superado. É o caso em tela.

Em síntese, ninguém se iluda que em 2014 a Paraíba vai ter opção de voto qualificado – e neste contexto não é inteligente ignorar o movimento feito “fogo de morro acima ou água de morro abaixo” na construção dessa candidatura.

Trocando em miúdos, a Folha de São Paulo não é tribunal nem lavra definitiva sobre o que está por vir. É questão de tempo!

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