Essa frase encontra-se nos Lusíadas de Camões e representa uma observação que se faz desde os primórdios da humanidade, quando os povos passaram a ter comando, liderança.
O que se espera de quem assume a responsabilidade de governar, dirigir, administrar? Que seja um exemplo de bravura, de coragem, de determinação. Alguém a quem realmente se possa confiar o destino de um povo. Isso dá tranquilidade aos comandados, impõe admiração, estabelece obediência, energisa a força de trabalho entusiasma a ação coletiva na busca do bem estar social.
Não basta parecer honesto, tem que ser honesto. Não é suficiente expor as ideias e os projetos, é preciso que saiba conduzir o processo de sua execução. Não deve se julgar o “dono das verdades”, necessário se faz compartilhar com os seus liderados o atendimento das demandas sociais. Não pode ser temido, mas sim respeitado, amado. Não pode se acovardar quando os interesses do seu povo estiverem em risco. Espera-se do líder a reação de defesa imediata e forte.
Comportamentos contrários, como a subserviência aos mais poderosos; a passividade diante das dificuldades; a omissão nos momentos em que precisa ser enérgico, na aplicação de medidas disciplinares e de correção de rumos; a soberba como postura de governante; a ostentação ; a cumplicidade com as práticas nocivas de gestão pública, fazem com que o povo se sinta enfraquecido, desamparado, ameaçado na sua soberania.
Por isso se diz que “um rei fraco faz fraca sua gente forte”. A história lamentavelmente está cheia dessas figuras. A contemporaneidade também nos oferece essa experiência. Aqui e acolá estamos identificando “reis fracos” que colocam em situação de fragilidade aqueles que estão sob o seu comando. O que nos consola é saber que “os reis fracos” têm vida de majestade curta, porque de repente eles ficam “nus” diante dos súditos, e ao perderem o respeito e a confiança, perdem também o trono.
* Integra a coletânea de textos que intitulei “REFLETINDO A SABEDORIA POPULAR (ditados, expressões e provérbios)”.

