{arquivo}O ex-governador José Maranhão deu nesta segunda-feira a demonstração de ser e estar em pleno vigor político, mesmo aos 78 anos de idade presidindo o maior partido do Estado disposto a disputar o Senado ou uma vaga na Câmara Federal – neste ultimo caso admitindo que sua inserção dessa forma não sufocaria a candidatura de seu sobrinho, Benjamim, no mesmo posto.
Lucidez, experiência e maturidade plena – eis a síntese e a forma do que durante horas expôs no “Conexão Master” sua visão sobre a política, o mundo, a Paraiba e a forma de governar.
O desempenho do ex-governador surpreendeu a quem há muito não lhe ouvia nem enxergava ao vivo sua performance oratória e de raciocínio lógico sobre a política, da qual é um viciado inveterado (no bom sentido), tanto que nem de longe deixa pistas de um dia abandonar esse mister carregando consigo desde os idos anos 57.
Objetivamente, Maranhão discorreu sobre processos e projetos vários de sua trajetória governamental expondo detalhadamente muitas das obras dentro de um conceito de Paraiba em que para consolidar-se o desenvolvimento social pleno considera indispensável a solução sobre a água (recursos hídricos) – o que fez bastante, infraestrutura e meios econômicos para gerar emprego e renda.
Nesta lucidez tamanha falou até de projetos aparentemente mirabolantes, como o Porto de Aguas Profundas, que ele materializou através da batimetria mas que não se consolidou na etapa seguinte do governador Ricardo Coutinho porque este simplesmente arquivou esta possibilidade por não considerar prioridade. Para o ex-governador, era.
Ele analisou a possibilidade de Cassio ser candidato como remota, a partir de estudos sobre a forma de se manifestar do próprio senador sempre, segundo Maranhão, renovando o apoio sistemático ao governo Ricardo, condição essa que ele trata como manifestação de renovação em 2014.
Queiram ou não, Maranhão é madeira de lei que cupim não roi, como diz a canção, e vai se manter assim até enquanto vida tiver envolvido, atolado, xamegado com a política sem a qual não consegue viver.
É do time dos incomuns.
