A vida nos ensina e com esse aprendizado vamos identificando situações interessantes que nos fazem ficar prevenidos contra determinados comportamentos. A falsidade já foi tratada aqui em reflexões de vários outros ditados populares. Agora me refiro àqueles que, ao mesmo tempo, “mordem e assopram”, como se diz na sabedoria do povo.
Tem gente que é hábil nessa forma de ser. Alisa para depois atacar, e quase sempre, às escondidas. Agride e em seguida pede desculpas. Esconde-se atrás dos elogios e sorrisos falsos. Faz-se de amigo, mas na verdade vive arquitetando ciladas a todo instante. A proximidade é muito mais circunstancial, provocada por interesses.
Em determinadas ocasiões, a postura dúbia, “morder e assoprar”, é feita propositadamente, como se fosse um aviso: “me trate bem porque da mesma forma que faço o bem, posso também fazer o mal”. Na política essas mensagens subliminares são frequentes.
A expressão caiu na boca do povo e dizem que por analogia ao ato de chupar o sangue, praticado pelos morcegos. A saliva desses animais é anestésica e por isso quem por eles é atacado não sente. Entre os humanos ocorre algo parecido, as pessoas atacadas, em razão da falsidade do atacante, nem percebem que estão sendo vítimas de uma traição.
* Integra a coletânea de textos que intitulei “REFLETINDO A SABEDORIA POPULAR (ditados, expressões e provérbios)”.