Ele não está mais aqui entre nós, na convivência dos que ainda permanecem no plano terreno. Habita outra esfera do universo, mais próxima de Deus, com certeza. Não ouço mais a sua voz. Não recebo mais o seu abraço de apoio, confortador, amigo. Sinto-me órfão do seu afeto. Sofro com a ausência dos seus conselhos, suas observações experientes e sábias de como enfrentar os imprevistos da vida.
A saudade é tão grande quanto o amor que permanece no meu coração. Se não o tenho aqui fisicamente ao meu lado, sinto-o perto de mim, em espírito, dando-me forças quando preciso, oferecendo-me consolo quando tenho vontade de chorar, dedicando cuidado em tudo o que se relaciona ao meu existir, estimulando meu crescimento em todos os sentidos, advertindo-me dos perigos que possa enfrentar. Porque, se não é mais meu pai na apresentação corporal, ele continua sendo o meu pai querido firmemente enraizado no meu pensamento e no sentimento de respeito, admiração e orgulho, que sempre lhe devotei.
Hoje não vou poder dar o meu abraço em comemoração ao dia dos pais, mas vou voltar meus olhos e minhas preces para o céu, porque lá é sua morada atual, rogando a Deus que o faça sempre intercessor em nosso favor.
Deus, na sua capacidade criadora do mundo, faz com que na descendência as pessoas se eternizem. Os filhos têm a responsabilidade de cultuar a memória dos seus pais. No meu caso, e de meu irmãos, isso se torna muito fácil. O exemplo de vida de nosso pai é uma referência que nos orgulha e nos guia.
Onde você estiver, meu pai, receba o meu mais carinhoso beijo de reconhecimento por tudo o que fez e continua fazendo por mim.

