A Cultura que emperra a Cultura

{arquivo}Somos por excelência, a vida e a história provam isso, uma terra abrigo de talentos universais. Nem preciso rebuscar tantos nomes e fatos para constatar a benção divina sempre a fazer da Paraíba um lugar de gente talentosa, às vezes com seus gênios gerando cabeçadas desnecessárias no amuo ou emburramento entre nossos irmãos de sangue ou não.

“Mutatis mutandi” a tese acima cabe numa luva sobre a narrativa e/ou análise que faremos agora sobre o momento da nossa Cultura, particularmente e muito forte na questão de eventos, porque a essência cultural das Políticas Públicas vai muito além dos tantos hows bacanas programados.

Pois bem, de uma vez só, do final de Julho para a primeira quinzena de Agosto estamos com quatro grandes eventos – Festival de Inverno de Campina Grande, Caminhos do Frio, Festival de Areia e agora Festa das Neves. É muita concentração de força a desvendar nossas capacidades de separar o joio do trigo.

Todos os quatro eventos são importantes mas a falta de sintonia eis que acabou sufocando sobretudo o Festival de Campina e o circuito do frio, Expliquemos.

{arquivo}Antes, 48 anos antes do Festival de Areia – este era em outra época do ano –,  já havia o Festival de Campina. Pelo que sinto nas conversas com produtores e autoridades,  o problema deste Festival está na essência de um fator patrimonial que precisa ser resolvido, ou seja, por Eneida Maracajá estar há muito tempo à frente do evento, acabou que se apropriando dele sem deixar que se possa construir outras ações sem conceito de propriedade.

Ela é muito importante para o Festival, à Cultura de Campina,  mas o sentimento patrimonialista emperra porque ninguém é dono do fazer cultural coletivo. No dia que ela e as autoridades se entenderem talvez o Festival deixe de perder de lambuja para o Festival de Garanhuns, no mesmo período, para de dimensão cinco vezes maior.


Por essas e outras indagamos: por que a Prefeitura de CG e o Governo do Estado não investem juntos no Festival de Campina deixando o de Areia para outro tempo – Setembro, Outubro, sei lá?

AFETANDO O CIRCUITO DO FRIO

{arquivo}Fora da ambiência musical, teatral, nenhum outro evento tem mais chance de ser o mais forte apelo do tempo Frio paraibano do que o Circuito iniciado com Bananeiras e estendido aos demais municípios de serras no Brejo.

Mas, como há investimento mais forte do Governo para credenciar o Festival de Areia, resultado o Circuito do Frio fica de alguma forma frágil do que, com apoio total, tivesse os investimentos de Areia inseridos nele.

Não, não estou criticando o Festival de Areia, apenas gerando análise racional para que se compatibilize as coisas: no inicio da segunda quinzena de Julho pode comportar o Festival de Campina, em agosto o Circuito do Frio e, em setembro/outubro o Festival de Areia.

Infelizmente, nossos gênios patrimonalizam as coisas, as idéias, as necessidades de culto à cultura, à memória e incremento aos negócios, já que só de pão e circo não vivem homens e mulheres.

O CASO DA FESTA DAS NEVES

Pela programação e atrações estaremos reproduzindo uma temporada de festejos em torno da Padroeira da Capital paraibana de bom nivel. O conteúdo atende a expectativa mas, algum dia, num grande Forum será possível admitir que cheguemos a um modelo com natureza mais forte na harmonia entre passado e presente.

A Prefeitura na versão Cartaxo cumpre bem seu papel, entretanto, há que se chegar algum num modelo pós-moderno.

O tempo dirá.

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“O olho que existe/ é o que vê…”

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