Na época do Brasil Colonial os tropeiros transportavam suas mercadorias utilizando burros e mulas. Eram travessias difíceis de serem realizadas em razão da inexistência de estradas adequadas. Viam-se obrigados, muitas vezes, a enfrentarem regiões alagadiças e isso dificultava o caminho dos animais que carregavam pesados fardos contendo ouro, café e cacau.
Quase sempre, devido ao peso, os animais morriam afogados e suas mercadorias danificadas. O prejuízo do comércio, com a frequência desses acidentes, passou a ser conhecido como: o negócio deu “com os burros n’água”.
Essa expressão ganhou popularidade passando a significar o insucesso de uma empreitada, algo que não deu certo conforme planejado. Quando os obstáculos impedem a consecução de um objetivo, se diz que “deu com os burros n’água”.
Ocorre que esses acontecimentos têm a ver com a falta de organização. Qualquer projeto deve ser antecedido de avaliação, para que todos os caminhos a serem percorridos cheguem ao seu destino.
Aproveitando a analogia com a experiência dos tropeiros, devemos ver e ter, em tudo, o cuidado em preparar e planejar bem, para podermos enfrentar sem grandes riscos, a passagem tumultuada das veredas alagadas, de forma que não se perca instrumentos importantes para o alcance das metas estabelecidas.
Se “os burros têm que passar n’água”, ofereça condições que evite sua morte por afogamento, ou que se busquem caminhos menos perigosos. E quem ainda, nos temposatuais, “dá com os burros n’água” demonstra ser inexperiente e imprevidente.
· Integra a coletânea de textos que intitulei “REFLETINDO A SABEDORIA POPULAR (ditados,