Esta é uma verdade que se revela com muita freqüência no nosso cotidiano social. Os aproveitadores de ocasião se manifestam nessas oportunidades. Enquanto há luta, desafios, riscos, eles ficam à distância só observando os acontecimentos. Na eventualidade de um insucesso não se queimam, nem serão responsabilizados por nada. Em caso de êxito, são os primeiros a aparecerem para comemorar, se dizendo partícipes dessa conquista. Mais do que isso, declaram-se corajosos, intrépidos, arrojados. Na verdade, são covardes e oportunistas.
Os quem acreditam em seus sonhos tem a coragem de enfrentar os obstáculos necessários para conquistá-los. O pior é que muitos se aproveitam dos nossos sonhos e da coragem alheia para usufruir deles. Superado o estágio de perigo e de dificuldades, eles aparecem quando a reta final já está praticamente garantida. E se vangloriam, como se estivessem desde o início na luta.
Já assistimos esse filme inúmeras vezes na nossa vida. Encerrada a batalha, surgem os valentes, cantando vitórias e se proclamando construtores do “vencer”. E assim, nem todos conseguem distinguir, nas comemorações, quais foram realmente os que colocaram a cabeça a risco, se dispuseram ao combate sem medo, se alimentaram no desejo da conquista, a qualquer custo, para seguir em frente. Na hora da festa os valentes se misturam aos verdadeiros combatentes sem qualquer inibição ou vergonha.
O provérbio que o povo proclama nasceu da observação do dia-a-dia. Nossa sociedade está repleta de figuras que se tornam “valentes” quando a “batalha termina”.
• Integra a coletânea de textos que intitulei “REFLETINDO A SABEDORIA POPULAR (ditados, expressões e provérbios)”.

