{arquivo}Horas depois de criticar a sugestão da presidenta Dilma Rousseff de convocar plebiscito sobre Constituinte visando reforma política, o senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, expôs as primeiras propostas que considera fundamentais para este momento de crise puxado pelos protestos nas ruas.
O conjunto de propostas dividido em três eixos expôs sugestões para aumentar a transparência e combater a corrupção, fazer um novo pacto federativo para melhorar a situação dos estados e municípios e implementar medidas para melhorar a ética e a democracia no país.
Conforme pronunciamento na tribuna do Senado, entre as propostas para aumentar a transparência, Aécio pede a divulgação dos gastos presidenciais com as viagens internacionais e dos cartões corporativos da Presidência da República, resguardando os últimos 12 meses.
Pelo que foi exposto, ele defende ainda projetos que foram encampados momentos antes pelo presidente do Senado, como a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a saúde e mais 10% para a educação.
Mas Aécio defende uma auditoria nas obras da Copa do Mundo e “a informação dos critérios, valores e custos dos financiamentos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social [BNDES], em especial os empréstimos a empresas brasileiras para investimentos no exterior nos últimos dez anos”. O BNDES foi o principal financiador das obras dos estádios da Copa.
Para melhorar a gestão pública e promover o que chamou de “Federação solidária”, o senador propõe a redução pela metade do número de ministérios e a diminuição dos mais de 22 mil cargos comissionados no serviço público. Além disso, ele sugere a revisão da dívida dos estados e a mudança do fator de correção dessa dívida para que os recursos pagos em juros possam ser investidos em serviços para a população.
De todos os nomes lembrados como candidato de Oposição para enfrentar Dilma, Aécio foi o que melhor sistematizou um conjunto de propostas.
