O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) determinou que tramite sob sigilo máximo o inquérito da Polícia Federal que apura suspeitas de crimes eleitorais relacionadas aos desdobramentos da Operação Perfidus. A decisão foi proferida pelo juiz Kéops de Vasconcelos, que acolheu pedido da PF para restringir o acesso aos autos em razão da existência de dados telemáticos obtidos durante a investigação e da necessidade de preservar as diligências em andamento. A informação é do jornalista Wallison Bezerra.
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Na decisão, o magistrado determinou a atribuição do grau máximo de sigilo ao processo, justificando que a medida é necessária para garantir o êxito das investigações.
A apuração representa um novo desdobramento da Operação Perfidus, investigação conduzida pela Polícia Civil da Paraíba que, inicialmente, tinha como foco apurar a atuação de policiais civis em suposta organização criminosa ligada ao tráfico de drogas. Entre os alvos da operação está o delegado Braz Marroni.
Com o avanço das investigações e a análise do material obtido após a quebra de sigilo de dados autorizada pela Justiça, surgiram elementos que levaram a Polícia Federal a instaurar um inquérito específico para apurar possíveis crimes eleitorais.
Como a investigação pode alcançar pessoas com foro por prerrogativa de função na esfera eleitoral, o procedimento passou a tramitar sob supervisão do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba.
De acordo com informações encaminhadas pela Polícia Civil à PF, há indícios que serão apurados envolvendo possível desvio de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (Fundo Eleitoral), por meio da contratação irregular de serviços durante o período eleitoral.
Outro trecho do relatório policial também menciona suspeitas relacionadas à lavagem de dinheiro, financiamento eleitoral irregular e eventual atuação de organização criminosa nas eleições realizadas na Paraíba.
Até o momento, os nomes de eventuais investigados não foram divulgados.
