A força da Juventude como motor da Democracia

{arquivo}Junho de 2013, tal qual as fases históricas do calendário do Brasil – e certamente do Mundo, passa a figurar como o Mês da retomada do vigor patriótico brasileiro mais uma vez ungido e bancado pela rebeldia fundamental e indispensável da Juventude. Nem os excessos cometidos ali ou acolá tiram do contexto macro do processo o vigor das novas gerações como fator de reflexão e tomada de decisões sobre o futuro de nosso País. Com um dado fundamental: a Democracia brasileira se mostra vigorosa.

O contexto prova por mais A mais B que nossa gente jovem anda mais antenada do que tudo, sobretudo diante dos desmandos e falta de resolutividade para tantos problemas nacionais por isso a advertência exposta nas ruas requer nova postura do Poder no País – isto de uma forma geral -, portanto, nossa Elite política e dirigente vai precisar rever métodos e ações.

As ruas disseram e vão dizer ainda por muito tempo que precisamos priorizar as urgências nacionais de acordo com o interesse das massas e não só das elites atingindo de forma frontal a práxis política vigente de retardar soluções emergentes para questões básicas de saúde, educação, mobilidade urbana, etc.

Se reparar direito, havia uma construção de revolta continuada diante dos desmandos incontáveis com os recursos públicos, atitudes políticas em confronto com a Ética, sem contar o registro interminável de serviços desqualificados na essência básica de sobrevivência das pessoas, especialmente as mais humildes, em quesitos básicos como educação e saúde.

O protesto contra o aumento das passagens foi apenas a ponta do iceberg, mas somente exposta porque a rebeldia da Juventude não se inibia com o controle das manifestações populares para exigir novo trato e pacto sobre a qualidade dos serviços a serem prestados ao conjunto de nossa imensidão de País.

O saldo de tudo, quando cada semana à frente se consolidar, será a construção de uma nova etapa onde a representação política passará a ser fortemente afetada porque, se depender dos movimentos pela Ética na Política, muita gente hoje nos cargos e mandatos deve sobrar na curva do interesse das novas gerações.

Nesta fase será preciso entender e acompanhar os próximos passos dos movimentos organizados da sociedade brasileira, até ontem fora das manifestações, porque estes desfrutam de estrutura e mobilização tanto quanto ou maior, embora sem a espontaneidade de agora, deste dias indispensáveis para o futuro do Brasil.

Ainda bem que nossas futuras gerações andam acesas, muito mais do que acordadas.
 

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