{arquivo}Acompanhando a entrevista do presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D´Ávila, no Programa do Jô, pude aferir o quanto é difícil fazer política de saúde num país do tamanho do Brasil diante do corporativismo profissional, em especial dos médicos, mesmo respeitando a importância dessa indispensavel categoria. O quadro nacional me fez remeter ao momento do Estado e cidades como João Pessoa diante de muitas carências reais a se resolver.
Com todas as letras, o líder médico nacional assegurou que há fartura de profissionais dispostos a se transferirem para os rincões do Nordeste, Norte e Centro-Oeste, onde há carência gritante de médicos no atendimento e convivência com as mazelas dessas regiões mais sofridas com a ausência médica.
Sinceramente, mesmo com a devoção que tenho à categoria médica, esta assertiva do presidente do CFM não corresponde à verdade registrada porque, ao contrário dito, as populações vivem agruras em face da fixação médica nos grandes centros urbanos e não há, diante de ofertas das prefeituras, quem se habilite morar nesses municípios longínquos.
Ora, se isto é verdadeiro, o CFM e outras entidades podem até gerar oposição ferrenha à tese defendida pelo Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de acatar médicos espanhóis, portugueses e cubanos desde que submetidos a exames de praxe visando a validação do diploma e outros critérios, mas negar o direito da população mais desassistida do Brasil de ter atendimento médico contradiz com princípios de Sócrates e da cidadania.
O País da dimensão do Brasil não pode temer o corporativismo e precisa enfrentar o debate sobre solução do atendimento real aos cidadãos desprovidos do serviço médico qualificado, até porque a vida exige pressa de assistência e cura.
O CASO ESTADUAL
{arquivo}Cada Governo se credencia na sociedade com seu perfil próprio. O Secretário Waldson de Souza, por exemplo, incorpora a postura advinda do governador Ricardo Coutinho de pouco alisado e nhem nhem nhem, mas enfrenta uma realidade difícil, porque é muito complicado e oneroso praticar política de saúde diante de complexidades mil no processo, com busca desenfreada de atenuar as agruras vividas pelos mais pobres.
Há um contencioso herdado desde a fase anterior a Roseana Meira, especialmente na relação com setores da sociedade, contudo aparentam certa superação visto que as crises deixaram de ocupar o noticiário como antes e, não se pode negar, há a implantação de uma rede de serviços, através de Hospitais regionais, a conter a “ambulância-terapia” em demasia na direção da Capital, embora ainda exista sérios problemas para resolver.
O CASO DE JOÃO PESSOA
{arquivo}Desde que chegou para aplicar Políticas de Saúde na capital paraibana com P maiúsculo, em pouco mais de 1 mês e meio, o Secretário Adalberto Fulgêncio expôs método e ações típicas de gestor capaz e de resultados enfrentando muitos problemas, alguns herdados de Roseana Meira, mas tratando-os sem olhar no retrovisor nem se deixar levar por boicotes ensaiados pela ex-secretária.
Basta tomar com exemplo, um simples ato de civilidade e postura Republicana, que foi reatar as relações institucionais com o Governo do Estado tensiado e em crise na Justiça por falta de mero dialogo e pacto.
Ao contrário, Fulgêncio prefere olhar adiante, reconhecer o mérito da Ex no que for necessário admitir sem problemas, entretanto, com conduta firme de ir ao debate com quem quer que seja porque há comprovadamente encaminhamentos para melhor na gestão da saúde de João Pessoa.
Calejado, Adalberto decidiu não engolir corda nem passar recibo por tentativas externas de criação de instabilidade na relação com os aliados do governo Cartaxo porque tem muitos desafios à frente para avançar, além dos mutirões de cataratas, ossos, etc e da reestruturação de um setor altamente complexo e cheio de armadilhas.
Preferiu, e faz bem, optar pelo trabalho de resultados deixando as futricas no seu devido lugar distante. Talvez por isso em pouco tempo se credenciou o suficiente para novas missões.
ÚLTIMA
“Quem é do mar não enjoa…”
