Quando um Festival desperdiça energia e Movimento

{arquivo}Há anos que acompanho com intensa observação o desenrolar do FORRÓ-FEST, sem dúvidas nenhuma a mais importante iniciativa de um grupo de Comunicação do Brasil, em particular do Nordeste, fomentando o segmento musical a partir de um gênero aproximado de nossa história e nossa gente, o Forró – FOR ALL (para todos – com diriam os ingleses e Geraldinho Azevedo).

Passados todos os anos – mais de 25 se não me atrapalho -, por que até o presente momento não há uma única música vencedora (ou não) do Festival a ser cantada Paraiba à fora por nossas diversas gerações? Por que, nesse mesmo diapasão, o FORRO-FEST não gera movimento, ninguém canta, ninguém reverbera?

Por falta de Mídia não é porque a Rede Paraiba de Televisão (afiliada da Rede Globo) expõe para o mundo a maior Mídia, portanto, maior audiência – mesmo assim isto não tem sido suficiente para gerar moda, ditar conceito musical.

Se tudo isto é verdadeiro, e ninguém pode desmentir o indesmentível – o que pode estar por trás deste descompasso entre intenção, mercado e realidade? Simples: o Festival com seu estilo e estrutura anda em dissintonia com a natureza do significado dos Festivais, enquanto espaço para revelação das novidades (boas e ruins) da música que se pratica na sociedade a tratar do assunto.

Ao que parece a Bitola das regras do festival em fechar em cima do xote, macaratu e baião, etc conceitualmente se depara com uma contradição de gênero porque Festival só é festival de fato se tiver a coragem de abrigar todas as manifestações de época, ou seja, se bitolar a cena não capta o que está sendo produzido nas novas gerações e nas periferias de consumo musical.

Se for para bitolar, então se faça Festival de Jazz porque tem natureza comum a todos os que gostam do gênero. No Forró, como todo respeito a Januário, Gonzagão, Dominguinhos, Pinto do Acordeon, etc, quando se trata de Festival tem de ter a mente aberta para ouvir até música sertaneja com som eletrônico misturado com outras batidas, percussões, etc e tal.

Festival precisa abrir, ser amplo e plugado com as manifestações de época e de mercado. Não sou afeito ao Funk, confesso, mas duvido se a Rede Globo faria um Festival de Música Brasileira sem acatar uma das canções brotadas na Roçinha ou Morro da Mangueira com esse ritmo!.

Aliás, para concluir, a competência da coordenação do FORRO-FEST em sintonia com os diretores – presidente do Grupo precisa gerar grude do Festival com as emissoras de rádio porque se não tocar nem mesmo as músicas vencedoras destes anos todos, como a sociedade saberá que o Festival produz novidade?

Nem sei se precisaria utilizar o Jabá estilizado, mas bem que a organização poderia fazer o dever de casa tocando nas suas diversas emissoras AM e FM as músicas que a TV mais visitada diz que estar produzindo nas várias cidades escolhidas em eliminatórias até chegar em Campina Grande – cidade da fase final.

Em síntese, para vingar como atividade mais forte do nunca vai precisar admitir a inovação e as manifestações de periferia, dos modismos afeitos apenas pela juventude – sempre revolucionária, sobretudo nos costumes e gostos diferentes da Velha Guarda.

Adoro forró dito autêntico, mas ignorar as outras manfiestações musicais bem feitas mas tipificadas pelo pré-conceito, acho um erro crasso e inaceitável porque a música tem amplitude e não pode discriminar.

Por fim: a importância do Festival apenas precisa repensar foco e estrutura para avançar do jeito que o povo gosta.

FORRO-FEST NEWS neles!

UMAS & OUTRAS

O Ponto de Cem Réis, no centro mais autêntico de João Pessoa, está abrigando mais uma iniciativa arrojada do empresário Bola Targino com o novo Shopping instalado onde se configura o Paraiba Palace Hotel. Os tempos e a modernidade fizeram daquele monumento histórico a ambiência adequada para hospedar de outra forma empreendedores e quem quer fazer negócios de qualidade.

…Como se diz lá na Torrelândia, é assim que se faz.

…Tenho ouvido nas ruas as pessoas perguntando pela Prestação de Contas do Folia de Rua. Será que ninguém mais terá acesso a elas?  A FUNJOPE vai deixar assim mesmo? Cartas à Coluna não param de chegar.

….Voltaremos ao assunto.

ÚLTIMA

“Eu perguntei a Deus do Céu/

porque tamanha judiação…”

 

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