{arquivo}O tom dos diversos discursos proferidos neste sábado, em Brasilia, durante a Convenção Nacional que elegeu Aécio Neves novo presidente do PSDB serviu para o óbvio já esperado: revezamento de ataques e mais ataques ao PT, Lula, Dilma Rousseff e companhia. Nesse diapasão algo chamou mais a atenção: a maioria dos lideres tucanos realçou de forma intensa e pela primeira vez como maior das Bandeiras a era FHC e resolveu levá-la para equiparar ao dos petistas.
Repito: pela primeira vez nos últimos tempos houve uma ovação só ao legado de FHC como que despertando nos tucanos a decisão de partir agora para confrontar os dados entre as duas eras – tucana e petista.
Afora esses valores relevantes, Aécio e o PSDB precisaram aguardar a chegada de José Serra para dar sentido de unidade porque até então havia (ainda há) contestação dos serristas à performance do líder de Minas exatamente porque nas disputas recentes do ex-governador paulista à Presidência existiram queixas de que o Neto de Tancredo tergiversou com a campanha de Serra por isso a contestação de agora renovada.
Por esse ângulo, embora não seja o maior dos problemas ainda, Aécio vai precisar insistir e trabalhar para ter a unidade pregada pelo governador Geraldo Alkmin, embora este ultimo tenha dito que o PSDB tem mais nomes, além de Aécio, para disputar a presidência. Coisas de Paulista, que não gosta de ceder o espaço a outro.
Mesmo com tom virulento, vide a fala do governador Marconi Perillo acusando Lula de canalha, o conjunto da ópera tucana está dentro do esperado, portanto, não apresentou absolutamente nada de novo no contexto de embate com o PT e os governos Lula / Dilma.
Aécio Neves a partir de agora vai precisar de adotar muitas estratégias para engrossar seu caldo eleitoral mas, de forma objetiva, terá de construir com capacidade uma proposta de Governo para o Brasil não com as comparações e retóricas – posto que em vários aspectos vai ficar em desvantagem, mas, como projeto mesmo de futuro brasileiro porque do contrário pregará no deserto.
É certo que ele tem qualificação, entretanto, para reconquistar o Poder o PSDB vai precisar rebolar muito, se esforçar demasiadamente, mas tem de ter um Projeto diferenciado ao do PT – algo que no momento não sabe esmiúça-lo nem transforma-lo em novidade.
Tudo dantes no quartel de Abrantes.
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“Eu prefiro ser/ essa metamorfose ambulante…”
