{arquivo}Já é maio de 2013 com o governador Ricardo Coutinho dando demonstrações claras de vigor político em articulações de todos os níveis – a mais recente buscando atrair o apoio do Mobilização Democrática (PPS-PMN) para apoiá-lo na reeleição. Trata-se de movimento expressivo que, somado aos demais, prova por A mais B que ele se prepara até para conviver com o senador Cássio Cunha Lima fora de seu palanque. Mas a análise sobre o líder do PSB paraibano precisa ser comparado e refletido com outros movimentos da Oposição, em especial o PT – a referencia de gestão e contra-ponto.
No caso de Ricardo, o êxito de sua articulação com o MD liquida vários atores importantes na nova legenda de uma cajadada só. Primeiro, tira de Lira Moura a aura de comandante partidário levando-a a cair na real de que seu adversário é o governador e não Nonato Bandeira, da mesma forma que, como segundo principio, ele elimina a pré-candidatura do deputado Major Fabio e enquadra seu ex-aliado e desafeto Nonato Bandeira – este um agente de alta importância, inclusive nos bastidores.
Ora, ao conversar com o presidente do MD ao lado do governador Eduardo Campos, Ricardo simplesmente dá demonstração de habilidade e de vida ativa construindo sua reeleição em bases tal que se Cássio sair do barco ele já pode seguir sozinho com outros aliados – vide o ex-senador Wilson Santiago.
Estas articulações são tão fortes, que até o deputado federal Wilson Filho andou se informando sobre o MD e a possibilidade de migração o que, em acontecendo, fulminará com as pretensões partidárias e ideológicas de Lidia Moura – esta precisando cair na real e entender quem de fato se constitui em seu adversário real, concreto.
COMO FICA A EFERVESCENCIA DO PT
Ninguém duvide, posto que a ascensão e desempenho do prefeito Luciano Cartaxo na prefeitura lhe dá guarida para avançar na importância do processo eleitoral do próximo ano, mesmo assim o próprio líder petista tanto quanto o PT precisam refletir e reavaliar caminhos pensados na atualidade.
Aliás, antes de caminho futuro, o PT precisa saber conduzir bem a disputa do PED para não criar novos lideres abatidos, a exemplo do que se constrói em torno do presidente estadual Rodrigo Soares. Neste sentido, antes da degola, se faz indispensável discutir o que o atual dirigente quer: ou opta pela candidatura Federal, pela presidência ou Secretaria de Articulação porque todas as pretensões juntas só causam problemas e desgastes.
O PT e lideres como o deputado Anisio Maia precisam tratar melhores aliados, como o Ministro da Integração Nacional – que pode até ser candidato petista em Pernambuco – e não ficar jogando pedras em companheiros de luta.
Haverá ainda de ser analisado com senso critico e sereno o nível das relações da gestão petista em João Pessoa com os aliados porque, se ninguém diz ao prefeito, existe descontentamento ali e acolá entre vereadores, lideres partidários, etc, porque estão blindando excessivamente o líder/chefe do executivo sem oportunizar o mesmo nível de relacionamento com pessoas e partidos fundamentais à vitória de Luciano.
A QUESTÃO LUCÉLIO
Ninguém no PT duvida da importância jogada pelo superintendente da CBTU, Lucelio Cartaxo, na conjuntura atual e de futuro. É peça da mais alta relevância estratégica, mas precisa entender outros exemplos anteriores – e neste particular o caso Coriolano Coutinho é basilar – porque, se é importante tê-lo na representação, esta precisa ser graduada no tempo e tamanho adequado porque, por exemplo, sua candidatura afeta e enraivece aliados como Aguinaldo Ribeiro, Manoel Junior, Leronardo Gadelha, outros nomes do PT, Nonato Bandeira e etc – portanto, estas reações precisam ser levadas a sério como fator de reflexão, e não de amuo e retaliação aos que chamam a atenção para questão de alta relevância.
O PT e Luciano cresceram muito com a ascensão na Capital mas a longevidade deste projeto passa por melhor avaliação e pactos internos e com os aliados, sobretudo de primeira hora, antes que aventureiros já instalados na bajulação façam intriga e sejam mais bem tratados do que os aliados fundamentais.
Na mídia, por exemplo, há um flagrante processo de desvirtuamento de valorização dos que na hora difícil estavam exatamente metendo o cacete no projeto vitorioso e de muita perspectiva, a não ser que os valores já mudaram de referência.
Como o prefeito é mestre do diálogo não cabe outra missão que não seja chamar os partidos e alidos da Cãmara para conversas porque, por exemplo, não pode o ex-deputado federal Enivaldo Ribeiro dizer que não volta mais à prefeitura por ter levado um chá de cadeira.
Mas, tudo será resolvido, imagina-se.
AINDA CORI E BENJAMIM
Quando surgiu movimento para Coriolano Coutinho ser candidato a Federal a “base” ricardista entrou em guerra e parafuso. Foi preciso ajustar o processo para o então prefeito governar sem crise, o que aconteceria na hipótese anterior.
Benjamim Maranhão é outro exemplo. Perguntem ao PMDB!
ULTIMA
“O olho que existe é o que vê…”

