A dor em Cristo e a Violência matando Adalbertos

{arquivo}Sexta – feira Santa, data de reflexão sobre valores humanos providos de fé religiosa por quem a tem no universo do Cristianismo espalhado pelo Mundo diante da memória do sofrimento de Jesus Cristo e de dor profunda, cá na cidade de João Pessoa, diante de um jovem empresário morto por bandidos nesta Quinta-feira Santa, quando em sua empresa de Construção Civil se preparava para pagar aos funcionários.

No caso pessoense, a dor se multiplica diante da família do empresário Adalberto Pinto Monteiro, 36 anos, porque ele nada fez – senão preservar valores do trabalho, mas abatido pela maldade humana de perversões geradas pelo banditismo.

Mas, hoje é tempo de mergulho religioso sobre o significado da Paixão de Cristo, que na essência em si da expressão original se traduz em sofrimento.

Poucos dão evidência, mas há nos registros da Bíblia relatos de que, antes de ser recebido por multidão em Jerusalém, Jesus fora procurado por dois rapazes André e Felipe informando-lhe de que a Grécia queria conhecê-lo. Nada, contudo, tirou o filho e Deus de sua sina e conduta até o Calvário e Ressurreição.

Se é certa e extremamente dolorosa a Via Crucis a que se submeteu, abrigando o apelo intenso a Deus para que lhe protegesse de tamanha crise e sofrimento carnal, logo se deduz que Jesus ainda assim se esquivou da fama proposta na Grécia para se propor ser o mensageiro da fé como exemplo à Humanidade.

E esta dor pode servir de lição construindo nos corações de quem quer e se doa a construção do perdão como forma de sobrevivência e relacionamento humano.

Se é assim, assim precisamos agir.

OUTRA DOR NO SEIO DA SOCIEDADE

A morte do jovem empresário Adalberto Pinto Monteiro não pode ficar no sofrimento recolhido da família, no desconsolo pela prematura passagem de um ente querido porquanto significa as dores da sociedade pessoense, cada vez mais abatida pela criminalidade insana promovida por jovens viciados em drogas na cidade de João Pessoa.

Afora toda a indignação pela forma e morte em si, há de se exigir que as autoridades de Segurança e o governador Ricardo Coutinho desçam dessa empáfia e frágil argumentação de quedas nos homicídios na cidade, quando todos assistem diariamente à matança de gente jovem – ao invés das estatísticas fictícias de nossas autoridades.

Como disse, dias atrás, ou se faz um amplo Pacto de verdade envolvendo a todos ou não vamos sustentar-nos diante do crescimento hediondo do crime com a banalidade da morte.

Mas para isso, tem de acabar com esse jeito arrogante de ser e partir para chamar a todos, conviver com todos, inclusive a sociedade como um todo, porque somente assim poderemos arrefecer a criminalidade movida na raiz pela crise familiar, o acesso rápido de crianças às drogas e a ineficiência da Inteligência Policial.

Este não é um caso atribuído apenas a Ricardo enquanto governador, mas a todas as autoridades, entretanto, ou desce do pedestal e constrói-se Pacto ou vamos ainda ter outros Adalbertos fazendo-nos chorar o pranto jamais reposto pela dor imorredoura.

ÚLTIMA

“Onde houver dúvidas/
Que eu leve a Fé…”

 

Mais Posts

Tem certeza de que deseja desbloquear esta publicação?
Desbloquear esquerda : 0
Tem certeza de que deseja cancelar a assinatura?
Controle sua privacidade
Nosso site utiliza cookies para melhorar a navegação. Política de PrivacidadeTermos de Uso