A regulação da Mídia, os Excessos e a dependência de Governos

{arquivo}Acompanhando o noticiário das grandes Redes de TVs e até os grandes jornais/revistas. não temos dúvidas em afirmar que o Brasil vive o melhor de seus tempos na soberania da Grande Midia, onde a produção de conteúdo e exposição do que é formatado expõe a liberdade incondicional do que querem e pensam os Veiculos de Comunicação, mesmo quando eles exorbitam e transgridem as regras básicas do respeito ao contraditório e, no mínimo, a garantia de mesmo espaço aos que, por algum motivo, se sentem atingidos sem amparo da verdade.

O conceito de agora vem a propósito de uma provocação feita, via email, pelo Pensador e Executivo pós – moderno Lafaite Coutinho, reproduzindo nota do Blog de César Maia, seguramente um dos mais brilhantes provocadores de reflexões sobre a natureza das sociedades, a partir de uma realidade acontecida no Reino Unido tratando da regulação da Midia, algo que nossos veículos tremem de medo e têm até urticária porque estão mal acostumados a conviver com os excessos sem punição.

Como revela César Maia, no Reino Unido, o Governo e a oposição selaram acordo para a criação de órgão independente de supervisão da imprensa escrita, seguindo recomendação da Comissão Leveson de Inquérito. Conforme acordado, uma das primeiras missões do novo órgão será a elaboração de código de conduta para a imprensa e o estabelecimento de mecanismos de punição para os meios de comunicação que se recusarem a aderir ao esquema regulador.

Isto é tão sério, como revela o Blogueiro, que até esta semana, apenas três grandes jornais – “Financial Times”, “The Guardian” e “The Independent” – declararam alinhamento com o futuro regulador. Os demais, certos grupos midiáticos, reagem negativamente ao acordo evidenciando a continuidade do debate em torno da liberdade de expressão. “Na noite passada, o Parlamento decidiu que 318 anos era tempo suficiente para permitir que os jornais e as revistas permaneçam debaixo de sua influência”, comentou criticamente o “Daily Telegraph” em editorial, referindo-se à abolição, em 1695, das leis de licenciamento da imprensa escrita.

Enfim, no caso britânico, os parlamentares trabalhistas Michael Dugher e Dave Watts manifestaram satisfação com a solução de compromisso adotada, “sem sobressaltos” nem transformações capazes de prejudicar a liberdade de imprensa ou as políticas editoriais dos jornais. “Nossa única preocupação está em coibir os erros eventualmente cometidos”, comentou Dugher.

O CASO DA MIDIA BRASILEIRA

A Grande Midia tem se articulado frequentemente para reagir às tentativas frustradas no Brasil de se pautar a questão da Regulação dos Meios de Comunicação, a exemplo do que acontece na Inglaterra – modelo de sociedade no mundo, Estados Unidos, a Europa como um todo.

Por que nesses Paises civilizados a Regulação é encarada de forma normal e no Brasil, ao contrário, em formato de crise institucional que a rigor não existe porque a sociedade brasileira sequer sabe o significado disso mas, ao tomar conhecimento, certamente que não tolerará os abusos impunes dos Grandes Veiculos.

Um dos grandes problemas, de base mesmo, está no Monopólio do Mercado onde 5 Famílias apenas dominam quase 80% das diversas mídias. Isto jamais aconteceu ou acontecerá nos EUA, enquanto sociedade moderna e exemplar.

No Brasil, contudo, tratar, refletir ou encaminhar Meios em que as categorias do Jornalismo se enquadrem dentro de normais nacionais vigentes, como se dá com os advogados, médicos, engenheiros, etc, que têm uma entidade nacional regulamentadora – por aqui, no País, a Grande Midia chama isso de censura ou patrulhamento profissional, algo absurdo de se entender assim.

Algum dia certamente que as instituições brasileiras terão discernimento e coerência, mais do que coragem, para estabelecer meios civilizatórios onde a Constituição seja respeitada por todos e os Veiculos de Comunicação do Pais se enquadre como nas sociedades modernas – nem mais, nem menos.

Isto é tão gritante, que o Preconceito e intolerância da Grande Midia para com a co-existência de mercado dos grandes anunciantes oficiais e os veiculos dos estados que, tudo passa a ser Regional, menor, menos o que for produzido em São Paulo e Rio, e isto não é regional para eles.

O CASO FINANCEIRO NA MIDIA

{arquivo}Tanto faz ser a macro estrutura, como se dá na relação da Grande Midia e as verbas publicitárias dos Governos, ou se levarmos em conta os tamanhos relativos e menores de recursos financeiros de administrações estaduais ou municipais na relação com os veículos: em ambos os casos, o mercado maior quer tudo, bem como é inegável a interferência de valores extra – mídia na costura de negociações.

Vamos ser mais objetivos: até 2012 (Governo FHC) todo o bolo publicitário do Governo Federal se destinava exclusivamente a 192 empresas em todo o País. Só o Grupo Globo abocanhava mais da metade de volume de dinheiro.

Veio o Governo Lula e partir de Luiz Gushiken, o Governo começou a rever a partilha abrigando nesse contexto as médias e pequenas mídias nos Estados. Aliás, com um critério justificável: não adianta fazer uma propaganda com personagens de São Paulo e achar que em Manaus ou Piaui o efeito será o mesmo. Jamais. O povo gosta e quer ver a sua própria cara.

Diante desses novos parâmetros, a Era Franklin Martins conquistou a Marca de ver o Governo Federal trabalhar comercialmente com 6.802 empresas brasileiras. Ao final de sua gestão passava das 7.000 empresas.

A dados de hoje, a Ministra Helena Chagas mantém esse patamar, embora tenha recuado nos critérios de rigor impostos pela Grande Midia, que morre de ódio com a postura político – institucional de fomentar a outrem, a não ser os grandes veículos, de forme incomum.

O fato é que o Brasil passou a conviver, depois do Governo Lula, com um tratamento mais adequado de distribuição da verba publicitária, sem adotar o que e comum nas relações dos Estados e Municipios, ou seja, a exigência de que os Veiculos se curvem sob o julgo dos governantes de Plantão, a exemplo do que acontece na Paraiba liderada hoje pelo Governo Ricardo Coutinho.

Sobre a Paraiba, faremos uma abordagem especifica, mais na frente, porque nunca na historia da Midia paraibana uma estrutura de Estado monitorou, patrulhou e impôs suas idéias e desejos como o de agora, nem que para isso tenha que custar o emprego e sobrevivência de dezenas de profissionais e veiculos de comunicação – punidos pelo pecado de mostrar o contra-ponto na relação do governo e sociedade.

Na prática, significa dizer que, como falam os meninos atrevidos da Torre, está tudo dominado.

E o pior é que a maioria das estruturas acha tudo isso muito natural.

Como temos regredido, exatamente na época que sonhavamos como exemplo noutro nivel e condição.

ULTIMA

“Vamos precisar de todo Mundo/
Pra banir do Mundo a opressão…”

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