{arquivo}São dois assuntos distintos, todos sabem, mas aconteceram dentro de um clima envolto de abordagens sobre o significado da Mulher daí numa ponta ter sido altamente expressiva a decisão da Presidenta Dilma Rousseff de liberar todos os impostos da Cesta Básica, algo que afetará diretamente a mesa das pessoas mais humildes deste País, e noutro contexto rever Cátia de França em performance especial e a retomada do grupo Absurdus significaram uma celebração da música brasileira como um todo.
No caso da Dilma, sejamos francos: pegou de surpresa todo o País porque a medida adotada por ele de acabar com a incidência de impostos em alguns produtos da Cesta Básica mais do que afetar os cofres do Governo Federal abdicando de algo em torno de R$ 7,4 Bilhões produz a possibilidade concreta de mais consumo por parte das famílias mais pobres evitando que os produtos populares pudessem mexer na Inflação.
Aliás, a decisão de Dilma pegou de surpresa até o PT, embora projeto tenha sido apresentado pelo partido na Câmara há dois anos, mas engavetado. De acordo com a Midia, em agosto do ano passado, o líder do PSDB na Câmara, deputado Bruno Araújo (PE), apresentou emenda à MP 563 para a desoneração da cesta, mas a presidente vetou e ordenou que o PT se posicionasse. Criou o grupo de trabalho para os estudos e ontem saiu a decisão.
Mas, agora, com a MP tornada em efeito e”com desoneração da cesta básica governo abre mão de R$ 7,4 bilhões em arrecadação por ano”. Ela ratificou em rede nacional o que nos bastidores os ministros próximos já sabiam: seu temor da volta da alta inflação – o que pode prejudicar seu projeto de reeleição: ”Não descuido nem um momento do controle da inflação”.
Se bem que, no Dia Internacional da Mulher, Dilma anunciou outras duas medidas: fortalecimento da defesa do consumidor e criação de um “moderno centro integrado de apoio à mulher”, um por estado. Em tom de promessa, essas duas medidas reforçaram o discurso de pré-campanha da presidente que tentará à reeleição, e emendou com frases recheadas de elogios à atuação da mulher no Brasil – inclusive de sua posição.
Neste sentido, ela deixou evidente seu olhar de futuro em 2014: “A maior autoridade desse país é uma mulher, que não tem medo de enfrentar os injustos”; E “Um governo comandado por uma mulher tem mais obrigação de lutar pela igualdade de gêneros. Trata-se de uma questão estratégica”.
Dilma está mesmo em pré-campanha.
CÁTIA E O CASO DAS ARTISTAS NO PALCO
Rever Cátia de França e o grupo Absurdus na Praça Rio Branco, no Centro Historico de João Pessoa, foi um presente especial no dia Internacional da Mulher. Melhor ainda tendo “canja” de Renata Arruda e a presença de Diana Miranda no palco e no meio do público tiete das duas atrações tão distintas. Celebração pura, encantamento em sol (lua) maior.
O repertório apresentado já era conhecido, beleza pura, por isso mesmo tomado de expectativa por fãs, muitas das velhas jornadas passadas, experimentando nova interpretação, ora de Cátia ora de Regina Brown, sempre eletricamente contagiante.
A minha impressão acompanhando tudo de perto e sem me deixar abalar pelo zum-zum-zum e conversa alta do público próximo ao palco é de que Cátia de França bem poderia ter se apresentado, inicialmente, sozinha com seus arranjos e dedilhados incomuns revivendo seus grandes sucessos para, na sequencia, se compor com o Absurdus porque, em determinados momentos, Regina sufocou a apresentação particular de Cátia.
Ah, tem mais: a FUNJOPE penso que vai precisar rediscutir o palco e estrutura porque em determinados momentos está pequeno e/ou insuficiente para apresentações de quantidade maior de músicos, além do mais, mesmo gostando da proximidade dos artistas com o público, ainda considero muito amador a condução dos shows naquele espaço bucólico da Praça Rio Branco.
Precisamos festejar nossa gente capaz, mas precisamos também de profissionalização. Aliás, em João Pessoa faz tempo que precisamos muito de produtores com nível e qualidade dos melhores centros.
UMAS & OUTRAS
…Na praça, a saitsfação de rever tantos amigos. Gostei imensamente da conversa e abraço muito forte e afetuoso em “Catarina” – Cátia de França, sempre com aura de religiosidade nagô, deslumbrante, evidenciando a vida, a paz e a comunhão de bons valores. Foi rápida a conversa, mas de profundidade de renovação de respeito e carinho mútuos, desde os primeiros passos lá atrás. Cadê Onaldo mendes? Nem vi.
…Ah! Coincidiu que, ao chegar no camarim, lá vinham em rotas distintas Ana Maria Gondim e Ednamay Cirilo. Parecia confraria das boas.
…Lá no meio do público, Osvaldo Sarinho Travassos (OHOH Vidão) e maestro Luiz Carlos. Vi-os parecendo no tunel do tempo.
…Mais na frente, estava Humberto Almeida procurando a “Ave Viola” que Dida Fialho deixou com Gilberto lá no Morro, na parte alto do bairro da Torre.
…E num é que, em meio a esse frisson cultural, ainda deu pra ver o pessoal do PC do B vibrando com os rumos do Brasil e de João Pessao!. Até lembrando dos tempos em que, como estudante de Comunicaçao da UFPB, por pouco não assinei ficha de filiação poruqe na época Euflavio (José Euflavio Horacio) chegou sem jeito de persuadir.
…Na muvuca, acabei ficando um pouco tempo com Mauricio Burity e sua companheira de estilo pós-fronteira ao lado de Renata Arruda, querida Renata, esta nos convidando para o samba no próximo sábado, no bessa Grill.
…É, a praça estava florida e composta de todos os animais.
…Não sei porque, mas Mira Maia cismou e vai comprar um perfurme francês para seu companheiro/marido Rômulo! Ela está disputando o primeiro lugar em parada nacional do rock. Vamos apoiar minha gente.
ÚLTIMA
“Esse verde que chega doer/ das águas de Tambaú/
Se você me deixa/ eu me arretiro…”