{arquivo}Quando esteve em João Pessoa, esta semana, na primeira visita ao Estado da Paraiba, a presidenta Dilma Rousseff fez uma declaração atribuída ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliando a importância da mulher no âmbito do Brasil. Disse ela: “ somos mais de 50% dos brasileiros, os demais são filhos das mulheres”.
Retórica ou não, o fato é que o Brasil está passando a limpo o processo histórico arrastado de mandonismo masculino severo, embora a escala de valores proporcionais ainda esteja feito sinuca com descaída, ou seja, pendendo muito ainda em favor do lado masculino nacional.
Os índices ainda preocupam, posto que conquistas com mudanças de paradigmas não se têm por mero decreto, pois sem luta nada se alcança, mesmo assim aos poucos o Brasil vai corrigindo os rumos de um Pais predominantemente machista. Mas, sem duvidas alguma, muitas conquistas se consolidaram.
Sou dos que, como pingo no oceano, dou as mãos à palmatória por ter demorado tanto a exercer a vassourada de símbolos à lá passado machista, somente desfeito com as durezas e revezes da vida nos quais ou se aprende e se corrige, ou morre de burrice crônica.
Cremos que as lições da vida foram (e são) condutoras de um novo perfil de Homem Brasileiro / Paraibano. E provo, através de Pablo Forlan e Vinicius Santos – mais do que dois filhos amados e bem educados, são a expressão do modelo adequado ao tempo contemporâneo em que a partilha de valores, a reeducação de convivência com a companheira significa modos de melhor tratamento à quem sempre serviu de exemplo e raiz da vida humana.
Muito, também nesta construção, devemos à conduta da mulher mãe, no caso Maísa, sem a qual certamente o saldo do tempo presente poderia estar diferente, embora Deus tenha querido e determinado que fosse e seja da forma que é.
Por isso compreendo as lutas e anseios das Mulheres numa concepção generalizada, ou particular, como pode se dar com Carla Uchoa em seu novo manequim e plano de voo para o futuro, certamente a ser provido de conquistas particulares com meu aplauso silencioso na arquibancada ou no puleiro dos circos da vida. Torcer e desejar o bem nunca fará mal.
Mas vejo que o País, João Pessoa particularmente representada por Maisa Cartaxo – Primeira Dama da Capital, ensaia e programa novos desafios com conquistas bem coordenadas por mulheres do nível de Socorro Borges e Marta Geruza Moura Gomes, Secretárias de Governo, logo responsáveis pela nova fase de Políticas Públicas para atenuar e resolver os problemas dos que mais precisam.
E isto se traduz em perspectiva de que, gradativamente e sempre, o Estado supera a cultura machista registrada ao longo da história.
No âmbito do Governo do Estado também se vislumbra gente comprometida com este nível de perspectiva e avanços, portanto, se é verdade termos muito o que fazer, também se faz indispensável reconhecer caminhos de avanços onde lá atrás mulheres do nível de Gloria Cunha Lima, Lauremilia Lucena, Fátima Bezerra Cavalcanti, Glauce Burity, Mabel Mariz, também deram suas contribuições.
Bom, se é tempo de reconhecimento, me basta apenas pedir perdão, se acaso demorei tanto a entender e praticar a profundidade de comando partilhado com na sabedoria da mulher, a razão e alegria da humanidade, também dos meninos do Bairro da Torre – volta e meia enxergando-os carentes de um beijo desprovido do que for.
ÚLTIMA
“Mas é preciso ter força/ é preciso ter raça/
é preciso ter gana sempre…”