Para meu amigo, vaqueiro Zé
{arquivo}Antes que a fofoca política seja maior do que a realidade crua nossa de cada dia, eis que me sinto tomado de impulso para insistir na necessidade imperiosa dos Governos em todos os níveis – sobretudo os que mais podem – de levar a sério a seca prolongada com medidas concretas e não para holofotes, no sentido de reunir formas de atendimento emergencial aos que estão necessitando em dose máxima.
A foto tirada por um amigo, Marcos Borges, mostra a cena de agora, anteontem, traduzindo a realidade do Curimataú paraibano, a partir do município de Algodão de Jandaira, conhecido como lugar de segundo menor índice pluviométrico do Estado da Paraiba.
Faltam água e condições básicas dos habitantes dos sítios longínquos, mesmo com o atestado de existência do Bolsa Familia, que sem esse programa tudo era deserto até de gente.
Conheço esta realidade por ter amigos com terra esturricada na redondeza, a exemplo do mestre Marcos Borges – e sua cópia fiel humana de valor imensurável, o homônimo filho, que vivem um drama imenso para manter a resistente caprinocultura, um gadozinho que já nem munge, esquálido, como forma de manter por lá o vaqueiro Zé, homem digno e sem saber dos humores politicos fica olhando por céu indagando a si mesmo porque ele sofre tanto na vida sendo um cidadão trabalhador!
A questão é que a crise política atrapalha. Independentemente dela, o Governo Federal, da mesma forma que o Estado precisam tomar medidas mais fortes, além do que dizem que fazem mas nada muda de concreto diante de pessoas que buscam a sobrevivência digna e a barriga não espera.
Pra que serve o INSA – Instituto do Semiárido, criado para apontar soluções? E o DNOCS, que ao invés de combater a seca deveria instruir as pessoas a conviver com elas oferecendo meios educativos e de matéria prima?
Sei não, meu Deus, mas vendo tudo à vista compreendo a ação da Assembléia Legislativa que chega em boa hora mas a crise política tenta impedir a expansão de novidades atenuantes para o homem e mulher sertanejos do quengo esquentado por conta da alta temperatura do sol e de pouca água, quase nehuma, para esfriar os miolos.
Ainda há tempo para menos discurso e ação concreta. Como costuma lembrar Marcondes Iran Benevides Gadelha, líder e intelectual, tudo isto só está assim porque quem são os afetados são pessoas pobres, sem amparo. Se fosse dezenas, centenas de jacarés vivendo sem água, o mundo todo, o Granpeace, etc já estariam acampados por lá fazendo o Mundo despertar para construir a solução em tempo.
Ainda bem que amigos sertanejos, como Zé, se mantêm firmes para continuar uma historia há centenas de anos já diagnosticada (a estiagem regular) mas com nossos lideres sem competência para criar e atenuar a dor de nossa gente decente.
Só resta lutar e lutar.
UMAS &Outras
…Cometi dias atrás uma injustiça danada que foi dizer neste espaço da utilização pelo Governo de espaço publicitário no Bloco Imprensados, no sábado.
…A história é diferente e dou as mãos à palamatório. O comandante e jornalista exemplar Fernando Moura pediu permissão à Associação Paraibana de Imprensa para expor a marca de A UNIÃO nos seus 120 anos, portanto, a agregação da marca do Governo está perfeitamente explicada, normal até.
…Mudando de assunto, mas com foco na relação da Imprensa, fiquei impressionado como a crise politica está afetando as relações das pessoas. Um cara famoso tirou foto com hoje adversário do governador Ricardo Coutinho e desde sábado está sem dormir para não ver sua imagem ao lado do ex-amigo do Pbgov.
…Caraca!
ÚLTIMA
“Só deixo meu Cariri/ no ultimo Pau de arara…”

