{arquivo}Já já vamos abordar a Folia, seu significado cultural e até de fomento ao micronegócio, mas acordo depois de uma noite maravilhosa do bloco “Confete e Serpentina” ainda sabendo da “canja” de Chico César no show de Daniela Mercury, no “Picolé de Manga”, com o jornalista Marcos Weric, editor do Portal WSCOM, me instigando a prosseguir na análise que gerou o fim do Jornalismo polêmico da 101.7.
Vejam só o que ele me escreve: “o modelo de relação entre governo e empresas de comunicação na Paraíba está um verdadeiro caso de prostituição: “pago, logo mando, contrato, demito”, se não for assim não recebe”.
É mentira a fala (escrita) de Weric? Não, não é. Infelizmente se traduz numa lógica de relação movida pela falta absoluta de critérios mais republicanos em que houvesse a possibilidade de se ter um relacionamento decente, mas não de submissão absoluta adotada pelos Governos de todas as matizes ideológicas.
Esta lógica, aliás, ela se reproduz no plano nacional, onde os grandes veículos – tal qual os daqui – dialogam para uma minoria dos que formam opinião intermediando abordagens aparentemente voltadas ao grande público mas que, na verdade, prevalece mesmo é o poder que cada um dispõe para impor seus projetos e necessidades de auto – sustentação a partir da verba pública, seja jorrada dos cofres paulistas, cariocas ou o maior deles, de Brasilia – do Governo Federal.
Tadinho do povo que ignora e nem de longe sabe das grandes artimanhas existentes para buscar interferir no Poder ou, como se dá hoje diversos casos, com grandes grupos de comunicação fazendo o papel da Oposição – esta em decadência no nível de nova proposta ou condições de atrair a sociedade para eleger um de seus integrantes.
Grupo Abril, Rede Globo, Estadão, Folha até conseguem aparentar para leigos um nível de jornalismo à altura do significado real da missão jornalística, só que não disfarçam o engajamento numa articulação danosa com setores financeiros internacionais fazendo o papel político de outrem, sobretudo nos últimos anos diante do Governo do PT – este ano completando 10 anos de reformas expressivas na relação com a sociedade brasileira.
O CASO DA PARAIBA
“Mutatis mutandi” esta é a realidade inexorável produzida na relação Empresas e Governos. Aliás, lembro bem das lições de Cláudio Abramo, um dos mais expressivos Pensadores da Mídia de todos os tempos, quando dizia que na prática “não há liberdade de imprensa, mas sim liberdade de empresas”.
No caso da 101.7 FM ainda conceituo que o governador Ricardo Coutinho não foi o responsável pelo desfecho de agora, embora tenha comemorado o fato de saber de mais uma voz calada nas abordagens criticas ao seu governo. As tentativas, na verdade, se deram em outros momentos, mas se deram e devem se ampliar a partir deste ano em nome de sua reeleição.
Ricardo, de origem socialista, age da mesma forma que agia os governos conservadores de antes e do passado recente.
Portanto, como a iniciativa privada na Paraíba ignora aspectos indispensáveis à sociedade que é a existência de Jornalismo dinâmico e plural – a serviço da informação pura e simples, para tanto precisam investir / anunciar sempre – apenas isso – esta “Utopia” acaba que sumindo do mapa porque inexiste o dinheiro para a sustentação dos veículos pela falta de visão, educação e determinação de nossos empresários nesta relação maior, do sonho de jornalismo puro.
Ora, se a iniciativa privada foge, só se lembra de poucos veículos, resultado: o dinheiro advindo dos Governos pode muito e termina atrofiando as relações entre empresas de comunicação e os senhores Poderosos que, por incrível que pareça, não têm costume de conviver com criticas – mínimas possíveis.
Daí, em síntese, a dependência danosa dos Governos. Triste realidade irrefutável.
ÚLTIMA
“Dinheiro na mão é vendaval…”