A fala de Gurgel e a versão firme de Zé Dirceu

{arquivo}Quem acompanha a Midia nacional certamente que se deparou com entrevista nesta quinta-feira do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, declarando que o Mensalão é muito maior do que foi julgado pelo Supremo Tribunal Federal, mas restringiu-se ao que se conhece porque baseou-se no que pode chegar. Só que, mesmo dispondo dessa fartura, mais uma vez o Procurador perdeu a oportunidade para apresentar “Fartas Provas”, inclusive o depoimento de Marcos Valério, e não o fez.

Ora, com a Imprensa louca para desconstruir as conquistas dos Governos petistas, esta seria uma ótima oportunidade para escandilizar as PROVAS e mais uma vez ficou no disse – me – disse.

De pronto, o Ex-Ministro José Dirceu tratou de reproduzir sua versão sobre o assunto revelando que “as declarações do procurador-geral da República na edição de hoje da Folha de S.Paulo deixam claro, mais uma vez, que nunca houve provas contra mim na Ação Penal 470, julgada pelo Supremo Tribunal Federal”.

No entendimento de Dirceu, o procurador-geral “confessa que não tinha provas e que se apoiou na farsa de supostos telefonemas e reuniões-relâmpago. No entanto, meus sigilos fiscal, bancário e telefônico foram quebrados – e nada foi encontrado. O procurador-geral não apresentou nem sequer uma testemunha ou prova de qualquer reunião”.

Aliás, ele vai mais além: “Na entrevista, o procurador-geral ainda tenta, sem sucesso, manter algum resquício de coerência em suas declarações ao justificar minha condenação com base no uso equivocado da teoria do domínio do fato. Tal uso equivocado já foi exaustivamente apontado por juristas e acadêmicos ao longo do julgamento”.

Mas, segundo o ex-ministro, que indício e provas o procurador-geral tinha contra Demóstenes Torres e Carlinhos Cachoeira. E ele se recusou a investigá-los.

Em síntese, eis a avaliação do ex-Ministro: “São graves as declarações do procurador-geral porque também lançam a suspeita da existência de outros crimes que ele não denunciou. E pior: coloca sobre as costas do Supremo Tribunal Federal minha condenação sem provas como um avanço, quando na verdade é um retrocesso e uma violação de meus direitos constitucionais e das garantias individuais de todos os cidadãos. Sou inocente porque não cometi crime algum. Não há crime. E por isso não há provas”.

O fato é que a Midia não deixa o Governo Dilma, o PT e seus ex-dirigentes sair da mira. Agora as provas que tanto se fala até agora ninguém as apresentou com documentos comprobatórios.

Aliás, está na hora da sociedade brasileira conhecer todo o volume de provas, pois não bastam as conclusões de autoridades. O Procurador, os senhores dignos ministros precisam expor as comprovações.

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” Oh! Nem o tempo amigo/
Nem a força bruta/
Pode um sonho apagar…”


 

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