{arquivo}De fato não é fácil sincronizar tantos assuntos diferentes e, em tese, nada tendo um a ver com o outro. Como aprendizado, contudo, cada um dos assuntos a serem enfocados envolvendo a conjuntura de conspiração da Paraiba, no mesmo nível e pior da cena nacional e, para variar, o clima na Venezuela sobre a posse e futuro da terra de Hugo Chaves – atualmente com câncer em nível grave, apontam para a nossa realidade do dia-a-dia.
Vamos por partes, como diria aquele famoso personagem. Primeiro, além de constatarmos a filiação de Wilson e Lúcia Braga no PEN – o que reforça o novo partido como maior bancada a dar sustentação especial da Assembléia Legislativa, Ricardo Marcelo, a segunda-feira mostrou que o Governo resolveu peitar os deputados do jeito que for.
Antes de entender esse confronto ruim para todos, em especial, para o Governo do Estado que vai viver o tempo tendo de apagar incêndio – ou tocar fogo ao redor – saibamos que o governador resolveu ainda tentar atrair novos apoios. Por exemplo, ele tem usado da influencia para chamar ao seu campo lideres como o deputado federal Ruy Carneiro, até agora sem êxito. E se estende a outros tucanos não aderidos.
Paralelamente, eis que o ex-prefeito Veneziano Vital anda solto nos bastidores querendo, por exemplo, ampliar as conversas com o PT para 2014 tanto que tem acionado o deputado estadual Anisio Maia, homem forte na legenda petista. A rigor de hoje, o PT prefere testar uma candidatura própria mas o dialogo com Vené não é nada tratado como impossível.
Nessa conjuntura toda, ainda tem o Ministro Aguinaldo Ribeiro – peça chave do futuro, podem anotar,
É desse emaranhado que vive a política da Paraiba, ao invés de convivência entre as diferenças lideranças em busca de um Grande projeto para o Estado, algo que a crise não permite.
É PAU NO LOMBO DO GOVERNO DILMA
Embora as principais lideranças da Oposição ao Governo Dilma esteja no PSDB (FHC, Serra, Alkmin, Aécio, futuramente Cássio) e mesmo com reforço sistemático dos principais veículos de comunicação, a impressão que se intui a cada que passa é que a insuficiencia de repercussão dos Tucanos tem levado os próprios veiculos a assumirem este papel.
Impressiona como a cada noticiário, não há um dia em que não se caia de pau no Governo Dilma diante de fatos que, a rigor, a ação da presidenta está na lógica aplicada por todos os Governos principais do Mundo, a exemplo dos EUA, porque sem um Estado indutor, apoiador de iniciativas inovadores na economia para estimular a iniciativa privada tudo estaria em ruínas, do jeito que a Oposição quer e pensa ver esse cenário.
Só que, na prática, o bolso do cidadão brasileiro e sua consciência em torno desta questão transforma toda operação de desconstrução do Governo Dilma em quase nenhuma repercussão de fato.
Se alguém não sabe é o medo do Governo brasileiro adotar o que já é realidade na Argentina e, ontem, no Uruguai, ou seja, bitolar o tamanho das famílias comandando as redes de TV, rádio e outras mídias, como acontece nos EUA onde o monopólio da Imprensa nas mãos de poucos jamais acontecerá porque, como formadores da Democracia, sabe que poder exagerado nas mãos de pouco assusta e atrofia.
Daí a ofensa interminável contra Dilma. Ainda dizem que o povo é besta.
O CASO DA VENEZUELA
O suspense de parte do mundo se volta nesta terça-feira para Caracas, onde a grande questão é saber se o presidente reeleito Hugo Chaves estará na posse (não confirmada sua presença) ou se a sucessão se dá com o vice-presidente eleito, a exemplo do que José Sarney e o Brasil viveram com Tancredo Neves.
Aqui, no Brasil, a legislação e a lógica política funcionaram perfeitamente com a transição feita para Sarney como a sequência já conhecida. Só que, os conservadores da Mídia brasileira, não querem que isso possa acontecer na Venezuela, embora seu povo seja soberano.
Trocando em miúdos, a Direita e seus conservadores estão em guerra porque não dormem direito vendo a tal Esquerda (nem tanto assim mais) sul-americana avalizada pelo voto popular com resultados em seus países.
ÚLTIMA
“Caso você case/ não estrague a horta…”
