A investidura de Aguinaldo, a disputa de RC e o saldo da Cultura

{arquivo}O Ministro das Cidades, paraibano Aguinaldo Ribeiro, mostrou com dados e estatísticas que o Estado da Paraíba atrai até o momento dentro do Programação de Aceleração do Crescimento (PAC) quase R$ 3,5 bilhões em diversas outras obras, através convênios com o Governo do Estado e prefeituras, especialmente João Pessoa, que terá mais investimentos nos próximos tempos. Chamou a atenção na Entrevista Coletiva que, como foi citado pelo multimídia Gutemberg Cardoso, na mesma hora o governador Ricardo Coutinho estivesse fazendo solenidade semelhante no Palácio da Redenção deixando de participar do encontro do PAC,  mais importante em termos de colume de recursos. Ficou latente a existência de uma Cultura mantida pelo governador de não saber superar picuinhas políticas que tanto atrasam a Paraiba “Velha de Guerra”.

Coincidência ou não, o fato é que o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, também tenha se ausentado do evento, diferentemente do prefeito de João Pessoa Luciano Cartaxo presente ao evento.

A questão toma relevância porque em todo o tempo da solenidade, o Ministro repetiu várias vezes a importância da convivência administrativa com o governador e outros agentes políticos de partidos divergentes porque, conforme ressaltou, é a Cultura da intriga superando interesses maiores que fazem a Paraiba perder terrenos na captação de grandes investimentos em face exatamente da divisão fraticidade, hoje mantida por Ricardo Coutinho.

Isto é tão forte que, como lembrou o editor do WSCOM, Marcos Weric, o Governo Federal deve à Paraiba uma grande obra desenvolvimentista como já fez com maioria dos estados nordestinos e, pior, agora lembrado por Gutemberg, há anos a presidenta Dilma Rousseff sequer pisa em solo paraibano.

Mas, desta feita, como anunciou o Ministro em breve a presidenta estará na Paraíba para anunciar pacote de obras e serviços – quem saiba já apresentando investimentos de alto vulto, condição essa que precisará da unidade da classe política, tanto em nível de governos quanto de representação parlamentar no Congresso Nacional e a Assembléia Legislativa.

Seja como for, precisamos de ventos mais democráticos para fazer valer a convivência política possível entre nossa elite porque pouca valia tem ou terá a antecipação de disputa de 2014 a partir deste ano até, lembrando a fala do Ministro, 2013 chega como tempo de trabalho e não dessa mania de birra fora de hora.

O governador poderia ter feito a solenidade à tarde, amanhã, depois, mas sua ausência na solenidade do Ministro apontou atitude pequena, incompatível com o cargo de maior autoridade do Estado.

AÇÕES DE BOM NIVEL

O Governo anunciou formalmente a assinatura de organograma de recursos para reformar o Teatro Santa Roza, Espaço Cultural, Teatro Iracles de Cajazeiras – algo que, sem duvidas, precisaria ser efetivado e em assim sendo feito merece reconhecimento.

Precisamos, contudo, avançar muito mais porque Politicas Publicas agregam infinitas modalidades e, em tempos de nova visão inovadora, estamos devendo ao conjunto das habilidades da arte e da cultura resultados mais promissores a partir de uma expressão muito em voga ultimamente, que se chama Economia Solidária.

ÚLTIMA

“Vamos precisar de todo mundo/
Pra banir do mundo a opressão…”

 

 

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