{arquivo}Como era de se presumir, diante do temperamento do governador Ricardo Coutinho, eis que a represália às últimas decisões do Legislativo na direção do Executivo acabou que efetivando de ontem para cá o corte do abastecimento de combustível costumeiramente mantido pelo Governo do Estado na relação com a Assembléia Legislativa.
Este e outros atos do governador vão significar em pleno tempo de Natal e Reveillon a sinalização concreta do aguçamento da relação institucional entre os dois Poderes podendo recair sobre matérias e decisões importantes para o Estado, mas que certamente serão atingidas pela decisão dos dois Ricardos de manter a linha dura até o fim.
Se reparar bem, o que antes era apenas uma forma de buscar a negociação com o governo, no caso a alteração do Regimento Interno sobre quorum nas decisões do Parlamento e que afetam o Executivo terminou que servindo de cabo de aço, onde cada um dos Poderes puxa para si a ordem do dia de querer estabelecer comando da cena político – institucional.
Ora, se não há disposição de dialogo e o Executivo parte com toda a sua carga para retaliar os deputados dissidentes, presume-se que a partir de agora tudo só tende a piorar.
É imprevisível o saldo de tudo durante o ano de 2013, mas certamente que ambos devem perder em termos de sossego, sobretudo o governador que tem como projeto sua abalada reeleição, se perdurar as estratégias em curso para diminuir seu poder.
Eita Paraiba para conviver com crises políticas!
RICARDO MARCELO: DESTEMIDO
No conjunto dos 36 deputados estaduais com mandato em curso, ouso dizer que nenhum dos 35 outros parlamentares teriam coragem nos termos de agora como tem o presidente Ricardo Marcelo.
Coragem significa dispor de condições pessoais e institucionais para enfrentar o jogo duro do governador, que ao longo dos anos não quis dialogo com a Assembléia Legislativa e assim acabou enfrentando um cabra macho de Belém.
Mais do que tudo, Ricardo sabe jogar como enxadrista de primeira compreendendo as perdas que pode sofrer e as que certamente fará na direção do governo.
ÚLTIMA
“Esse jogo não vai ser um a um…”
